Cidades

Arboviroses: SESAP divulga dados mais alarmantes no RN que Ministério da Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap-RN) divulgou nessa sexta-feira (27) o boletim epidemiológico das arboviroses no estado. O número de notificações de casos suspeitos de dengue é de 3.318 casos, até a semana encerrada em 14 de março. O que chama a atenção é que o número supera em 17% ao que foi divulgado pelo Ministério da Saúde, que apontou 2.834 casos suspeitos.

O RN teve 594 casos confirmados de dengue, segundo a Sesap. Por outro lado, o número de confirmações é menor em comparação ao mesmo período de 2019, que registrou 763 confirmações dentro de um universo de 2.768 casos notificados. O número de notificações do ano passado é inferior ao apontado pela Sesap e também pelo Ministério da Saúde.

Em relação à chikungunya, o Rio Grande do Norte apresentou 574 notificações conforme dados do Ministério da Saúde. Já a Sesap relatou 670 notificações, sendo 151 confirmados. O número equivale a uma incidência de 18,68 casos por 100 mil habitantes. No ano passado, segundo a secretaria de Saúde, foram notificados 396 casos, com 170 confirmações, o que significa uma incidência de 11,38 casos por 100.000 habitantes.

Para a zika, os dados do Ministério da Saúde e da Sesap também divergiram. No relatório nacional, o RN teve 51 casos suspeitos da doença. Já o documento estadual aponta que foram 59 casos prováveis.

De acordo com a Sesap, dois fatores podem influenciar a divergência de dados. “O dia de acesso ao banco de dados. É verdade que foram dias próximos, mas os horários podem ter sido diferentes. As notificações das arboviroses são dinâmicas. Um dia faz diferença. Outra coisa bem dinâmica é que o Ministério da Saúde desconsidera os casos descartados. Se deu 1000 notificações e 10 foram descartadas, ele só vai publicar as 990”, explicou.

Prevenção

A Sesap orienta a realização das ações de prevenção e educação em saúde executadas pelos municípios, bem como orienta e supervisiona o trabalho realizado pelos agentes de endemias para controle do vetor, o mosquito Aedes aegypti. Além disso, são realizadas as operações de aplicação do inseticida por meio dos carros fumacê, que devem ocorrer apenas quando houver necessidade do controle de surtos e epidemias por arboviroses.

A subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesap, Alessandra Lucchesi, destaca que municípios e a população têm um papel essencial na prevenção dessas doenças. “É necessário que todos tomem as medidas de prevenção à proliferação do mosquito: receber o agente de combate às endemias em suas residências, eliminar água de vasos de flores, tampar tonéis e tanques, não deixar água acumulada, lavar semanalmente depósitos de água, manter caixas de água e tanques devidamente fechados e colocar o lixo em sacos plásticos, mantendo a lixeira fechada, entre outras”.

Portal da Tropical


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