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Apple leva tombo: vendas de iPhone caem 11,9%, enquanto rivais crescem

OS NÚMEROS APONTAM QUE O CONSUMIDOR TEM RESISTIDO MAIS A GASTAR COM IPHONES POR RAZÕES QUE PODEM ESTAR RELACIONADAS AOS PREÇOS ELEVADOS DOS PRODUTOS DA APPLE. FOTO: BRUNO DE BLASI/TECHTUDO

As vendas de iPhones levaram um tombo de 11,9% no segundo trimestre de 2019, de acordo com números da consultoria Counterpoint Research. A situação da Apple se agrava tendo em vista que rivais diretas tiveram bom desempenho: Samsung, Huawei e Xiaomi registraram crescimento no período. O caso da Huawei chega a surpreender, dado o impasse da gigante chinesa com o governo norte-americano.

A análise da Counterpoint não é isolada. A Strategy Analytics, outra consultoria dedicada a inteligência de mercado, também aponta uma queda na participação da Apple no total de vendas de celulares, estimando que os iPhones venderam 6,3% menos no período.

As duas análises acabam convergindo também no ranking global de maiores fabricantes, liderado pela Samsung, que hoje abocanha 21,3% do mercado. A Huawei fica em segundo lugar (15,8%), seguida da Apple em terceiro (10,1%), da Xiaomi em quarto (9%) e da Oppo, também chinesa, em quinto (8,1%).

Embora a metodologia das duas consultorias seja diferente, o que explica a discrepância nos números, as duas concordam no sentido geral: entre as quatro maiores fabricantes, a Apple foi a única a perder espaço no período, enquanto as rivais cresceram.

Os números apontam que o consumidor tem resistido mais a gastar com iPhones por razões que podem estar relacionadas aos preços elevados dos produtos da Apple, mas também com a forte competição com aparelhos apresentando nível avançado de recursos e tecnologia.

Ranking global

FabricanteUnidades vendidas (2º tri/2018)Unidades vendidas (2º tri/2019)VariaçãoParticipação de mercado
Samsung71,5 milhões76,6 milhões7,1%21,3%
Huawei54,2 milhões56,7 milhões4,6%15,8%
Apple41,3 milhões37,4 milhões-11,9%10,1%
Xiaomi32 milhões32,3 milhões0,9%9%
Oppo29,6 milhões29 milhões-2%8,1%

Além da forte queda da Apple, outro número que surpreende é o bom desempenho da Huawei, que mesmo envolvida numa séria crise com o governo americano e fornecedores, conseguiu crescer no período. Para a Counterpoint, a boa performance da marca chinesa é explicada por um bom desempenho no mercado chinês ao ponto de compensar as perdas no exterior.

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