Turismo

ABIH/RN fala sobre estagnação do setor no Estado e expectativas de reversão com nova Embratur e redução de alíquota do ICMS para aviação

COM REDUÇÃO DA ALÍQUOTA DO ICMS QUE INCIDE SOBRE O QUEROSENE DE AVIAÇÃO E A NOVA EMBRATUR, EXPECTATIVA É QUE O CENÁRIO MUDE A PARTIR DESTE MÊS E O ANO ENCERRE COM SALDO POSITIVO. FOTO: REPRODUÇÃO

O setor hoteleiro do Rio Grande do Norte busca, na alta estação que está prestes a iniciar, uma reversão do quadro de estagnação enfrentado ao longo deste ano nos principais destinos turísticos do Estado: Natal e Pipa. Nessas localidades, a taxa de ocupação de leitos de hotéis e pousadas conveniados à Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Rio Grande do Norte (ABIH/RN) se manteve quase a mesma de janeiro a novembro em comparação com o mesmo intervalo do ano passado. Em 2019, nos onze meses, foi registrada média de 64,14% de ocupação em Natal, inferior aos 65,45% no passado no mesmo período. Em Pipa, a taxa no acumulado de janeiro a novembro deste ano ficou em 55,82% ante 55,66% de 2018.

De acordo com o presidente da ABIH/RN, José Odécio Júnior, essa estagnação ainda é reflexo dos altos custos das passagens aéreas cobrados para Natal antes da modificação do decreto estadual que impôs a redução da alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre o querosene de aviação. A expectativa, porém, é que o cenário mude a partir deste mês de dezembro e o ano encerre com um saldo positivo de ocupação de leitos.

Outro ponto de destaque são as expectativas com a nova Embratur que funcionará como serviço social autônomo. A agência vai executar a Política Nacional de Turismo; promoção, marketing e apoio à comercialização de produtos turísticos brasileiros no mercado internacional. 

A MP 907, no entanto, corre perigo de ser rejeitada no Congresso, segundo a ABIH/RN. Essa rejeição se dá sob forte pressão contrária do SEBRAE, que faz pesado lobby coorporativo do Sistema S, para não perder parte pequena das polpudas verbas que recebe da União, que seria destinando percentual de seus recursos públicos destinados à nova Agência de Desenvolvimento do Turismo, paralisado em suas ações no Exterior por carência de aportes financeiros para incrementar campanhas promocionais no âmbito internacional.

“É hora do chamado trade turístico mostrar que tem algum prestígio político e não permitir a derrubada dessa tão importante MP 907, sem a qual o setor permanecerá deitado eternamente em berço esplêndido, à sombra desse país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, sem reagir, dormindo o sono preguiçoso dos justos”, destaca José Odécio Júnior.


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