Brasil

44% dos apoiadores de Bolsonaro acham que não houve racismo no caso João Alberto

PRESIDENTE JAIR BOLSONARO RELATIVIZOU RACISMO NO CASO DE JOÃO ALBERTO. FOTO: DIVULGAÇÃO/EBC

Pesquisa PoderData mostra que no grupo das pessoas que avaliam o trabalho do presidente Jair Bolsonaro como “ótimo” ou “bom”, 44% acham que João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, não foi espancado e morto por ser negro. O número está 17 pontos percentuais acima da percepção geral sobre o caso (27%).

Nesse mesmo grupo, 41% consideram que sim, que houve motivação racista no assassinato.

O autônomo foi espancado e morto por 2 seguranças brancos em uma unidade do supermercado Carrefour em Porto Alegre, em 19 de novembro. O assassinato foi na véspera do Dia da Consciência Negra, celebrado na 6ª feira (20.nov.2020). Imagens da agressão foram gravadas e circularam nas redes sociais.

O fato de Beto, como era conhecido por amigos, ser 1 homem negro e a violência dos seguranças fizeram o caso ser visto como 1 episódio de violência racial. No entanto, nas redes sociais, muitas pessoas divergiram dessa percepção.

O PoderData, então, perguntou: “Na sua opinião João Alberto foi agredido e morto por ser negro?”.

No grupo dos que desaprovam o desempenho de Bolsonaro, ou seja, o consideram o trabalho do presidente como “ruim” ou “péssimo”, 70% acham que a morte de João Alberto foi mais 1 episódio de racismo no Brasil –a taxa é 11 pontos percentuais acima da média geral (59%). Outros 22% pensam que não.

Poder 360


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