Eleições 2018

Velha política? Garibaldi e Agripino amargam derrotas e vão para casa com “aposentadorias” antecipadas

OS SENADORES GARIBALDI FILHO E JOSÉ AGRIPINO NÃO CONSEGUIRASE ELEGER PARA OS CARGOS QUAIS DISPUTAVAM

Poucas horas após iniciada a apuração dos votos no pleito deste domingo (07), o Rio Grande do Norte já assistia o que seria uma das “surpresas” desta eleição: Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino Maia (DEM), nomes tradicionais da política local, há mais de 40 anos no poder, poderiam ficar de fora. Encerrada a contagem, a derrota dos mais velhos representantes das oligarquias políticas do RN estava confirmada.

Garibaldi, com 71 anos de idade, tentava a sua 3º eleição de senador. Obteve 376.199 dos votos, o que corresponde a 12,93% e amargou o 4º lugar da disputa. Ex-prefeito, ex-governador, ex-deputado, ex-ministro e ex-presidente do Senado, o famoso “governador das águas¨, com mais de 1 milhão de votos, sai da política antes do que planejava.

Agripino, com 73 anos e no 4º mandato de senador, em uma estratégia de sua coligação, optou por disputar o cargo de deputado federal. Falava-se nos bastidores, que deveria ser um dos candidatos mais votados. Entretanto, Agripino obteve 64.678 votos, ficou na décima colocação e não conquistou uma das oito vagas na Câmara Federal. Também ex-prefeito e ex-governador, Agripino ficou na segunda suplência de sua coligação.

Garibaldi assistiu a vitória do Capitão Styvenson Valentim (REDE) que obteve mais de 740 mil votos e iniciou a vida política pelas portas do Senado Federal. Já Agripino, vê nomes como Natália Bonavides (PT), que há dois anos cumpre o primeiro mandato como vereadora de Natal, conquistar mais de 110 mil votos e ganhar o passaporte para a Câmara Federal.

Fatores como a imagem da “velha política” e casos de investigações envolvendo seus partidos, associados a um clamor pelo “novo”, podem justificar os resultados. Seja como for, o eleitorado potiguar deixou o recado de que tradição e experiência já não valem mais como norteadores de resultados.

O serviço prestado também cedeu lugar ao pitoresco.Resta saber se “o novo” que os eleitores de hoje acreditaram ser a solução, não se tornará o arrependimento do cidadão de amanhã.


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