Segurança

RN tem maior crescimento da taxa de homicídios do país em 10 anos, diz Atlas da Violência

Entre os anos de 2005 e 2015, o Rio Grande do Norte é o estado brasileiro que registrou o maior crescimento da taxa de homicídios (232%), maior variação entre pessoas negras assassinadas (331,8%), e ainda aparece em primeiro quanto aos jovens entre 19 e 25 anos que perderam suas vidas para a criminalidade (292,3%). O Atlas da Violência foi divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Nestes 10 anos, apenas oito estados mais o DF tiveram queda na taxa de homicídios: Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo. Este último, registrou a maior baixa na taxa, com queda de 44% no período.

O estudo também destaca as mortes em rebeliões que ocorreram em presídios, como a matança que houve em janeiro em Alcaçuz, maior penitenciária potiguar. Na ocasião, pelo menos 26 detentos foram assassinados durante um confronto envolvendo membros de duas facções criminosas rivais.

Nota

Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Norte se manifestou acerca do estudo.

Abaixo, leia a íntegra da nota:

A Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social do Rio Grande do Norte (Sesed) esclarece em relação ao Atlas da Violência 2017, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), os seguintes pontos:

A metodologia utilizada para contabilizar os homicídios no Rio Grande do Norte inclui todas as macrocausas (ações do tráfico; violência interpessoal; violência patrimonial; ação típica de estado; não confirmadas).

Outros estados do país não estão contabilizando alguns homicídios, principalmente quando são ações típicas de estado (confronto entre criminosos e policiais);

Essas mortes não contabilizadas, independente da macrocausa, entram nas estatísticas de alguns estados como “morte à esclarecer”;

A base de dados do Datasus (utilizada pelo IPEA para contabilizar as estatísticas do Mapa) que em São Paulo, por exemplo, esse índice de morte chega a 43,2%;

A Sesed acredita que seja necessária a padronização desses dados para uma aferição mais honesta dos índices; O Mapa da Violência leva em consideração as informações entre os anos de 2005 a 2015. O Governo do Estado, por meio da Sesed, reafirma seu compromisso com a transparência nos dados, que são de domínio público no endereço eletrônico www.defesasocial.rn.gov.br.

Do G1

Deixe um Comentário