Ministério Público

Ricardo Motta resolve adotar a “lei do silêncio”, mas interlocutores dizem que ele é usado como isca para o MP/RN pescar “peixe graúdo”

FONTE LIGADA A RICARDO MOTTA (FOTO) DIZ QUE ELE É USADO COMO ISCA PARA MP/RN PEGAR PEIXE GRANDE

Pelo menos por enquanto, o deputado estadual Ricardo Motta deverá adotar a “lei do silêncio” com relação ao envolvimento do seu nome no suposto desvio de recursos do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), de onde teria sido subtraída a quantia de R$ 19.321.726,13 (dezenove  milhões, trezentos e vinte e um mil, setecentos e vinte e seis reais e treze centavos).  Interlocutores próximos ao parlamentar advogam, no entanto, que Motta estaria sendo usado como “isca” pelo procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis Lima, cujo foco principal seria pescar um “peixe graúdo” da esfera política do Rio Grande do Norte.

A fonte enfatiza que o parlamentar sequer cogita fazer delação premiada, até porque não teria sido partícipe das ações criminosas que alegam contra a sua pessoa.

Motta, que hoje deveria viajar para Brasília, onde tinha agendado compromissos políticos, resolveu permanecer em Natal, para acompanhar os fatos e preparar a sua defesa. De acordo com a fonte, ele nega todas as acusações elencadas pelo Ministério público, e a sua defesa já diligencia no sentido de expor várias contradições da denúncia da qual é alvo.

Segundo também a mesma fonte, com a massificação nos meios de comunicação da denúncia contra Ricardo Motta, Reis teria buscado ainda encerrar com “chave de ouro” a sua gestão no MP/RN, que será finalizada no dia 19 de junho, quando assume o comando da instituição o promotor Eudo Rodrigues Leite.

DENÚNCIA CONTRA RICARDO MOTTA COLOCA SOB REFLETORES GESTÃO DO PROCURADOR RINALDO REIS, QUE PREPARA-SE PARA DEIXAR O CARGO

O BLOG DO FM tentou entrar em contato diretamente com Ricardo Motta, que comunicou o desejo de não falar com a imprensa.

Porém, segundo ainda a fonte, confidente do parlamentar, a denuncia do Ministério Público, feita com base na delação de Gutson Jonhson Giovany Reinaldo Bezerra, então Diretor Administrativo do IDEMA, é no mínimo questionável, já que o delator é portador de um parecer médico que o diagnostica como portador de problemas ligados à saúde mental.

“Foi graças a esse suposto problema mental que Gutson foi beneficiado com um Habeas Corpus. Como é que o MP denuncia alguém com base no depoimento de uma pessoa que seria mentalmente instável?”, questiona a fonte.

A DENÚNCIA

Ricardo Motta é acusado de, entre janeiro de 2013 a dezembro de 2014, ter desviado, em proveito próprio e de terceiros, R$ 19.321.726,13 (dezenove milhões, trezentos e vinte e um mil, setecentos e vinte e seis reais e treze centavos) do IDEMA.

Segundo as investigações realizadas pela Procuradoria-Geral de Justiça a partir de desdobramentos da operação Candeeiro, deflagrada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público da capital em 2015, o denunciado era o chefe de organização criminosa integrada, também integrada por Gutson Jonhson Giovany Reinaldo Bezerra.

No curso do procedimento investigatório, a Procuradoria-Geral de Justiça realizou acordo de colaboração premiada com Gutson Jonhson Giovany Reinaldo Bezerra, que narrou o funcionamento do suposto esquema de desvio de recursos do IDEMA.

De acordo com o delator, Motta teria recebido 60% dos recursos comprovadamente desviados no esquema denunciado, o que importa no montante aproximado de R$ 11.000.000,00 (onze milhões de reais).


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