Natal

Puxão de orelhas: vereadores de Natal apoiam “moção de repúdio” contra a bancada federal do RN

Prego batido, ponta virada: ao que parece, a bancada federal do Rio Grande do Norte, que cortou verba destinada para Natal no orçamento Geral da União, vai mesmo receber um “puxão de orelhas” público da Câmara Municipal de Natal. A “Moção de Repúdio” proposta pelo vereador Preto Aquino teve o apoio de quase unanime de seus 29 integrantes – apenas as vereadoras Eleika Bezerra, Júlia Arruda e Carla Dickson não assinaram o documento por não estarem presentes na Câmara. As ausências das vereadoras foram justificadas.

A postura dos deputados federais e senadores, desde a semana passada, vem sendo alvo de críticas e protestos na capital, após reduzir os recursos para Natal de R$ 24,5 milhões para R$ 8,5 milhões.

O corte da verba que seria destinada a construção de um terminal turístico da Redinha levou o prefeito Álvaro Dias a Brasília nesta terça-feira, onde se reuniu com integrantes da bancada federal na tentativa de garantir mais verbas para a capital. O prefeito defende que a bancada destine para a obra da Redinha o valor de R$ 20 milhões.

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PREFEITO ÁLVARO DIAS SE REUNIU COM A BANCADA FEDERAL PARA TENTAR REVERTER CORTE DE RECURSOS PARA NATAL

CÂMARA MUNICIPAL

Na última segunda-feira, o presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Paulinho Freire (PSDB), criticou a decisão da bancada federal, que, na sua opinião, prejudicou o turismo natalense – “uma indústria sem chaminé”, que gera milhares de empregos”.

VEREADOR PAULINHO FREIRE DIZ QUE A BANCADA FEDERAL PREJUDICOU O TURISMO DE NATAL

Já a vereadora pedetista Nina Souza, o corte de quase 70% nos recursos que seriam destinados à capital penaliza a cidade e contribui para o enfraquecimento da economia local.

O vereador Robson Carvalho (PMB) também teceu críticas à bancada e observou que um “corte linear” traria um prejuízo menor para o turismo natalense.

Kleber Fernandes (PDT) ressaltou, por sua vez, que Natal não recebe uma emenda coletiva da bancada federal há anos. Segundo ele, o corte se deu por razões individuais da maioria dos deputados federais e senadores que representam o RN. “Foi um absurdo e um desrespeito”.


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