Turismo

Presidente da ABAV/RN diz que é uma “temeridade” o cancelamento dos voos da TAP de Natal para Lisboa

ABDON GOSSON: “É COMO SE NÃO EXISTISSEM MAIS VOOS DIRETOS DE NATAL PARA LISBOA”

O presidente da ABAV/RN, empresário Abdon Gosson, considera uma “temeridade” a decisão da TAP de cancelar os seus voos noturnos de Natal para Lisboa, durante o período de 10 de setembro a 15 de outubro, em decorrência das obras de manutenção da pista no Aeroporto Internacional Aluízio Alves. “É como se não existissem mais voos diretos de Natal para Lisboa. Todos os voos da TAP são noturnos”, destacou Gosson, acrescentando que a medida é um duro golpe no “combalido setor de turismo”.

Além da TAP, outras companhias aéreas poderão adotar a mesma iniciativa de cancelar os voos noturnos, já que a expectativa da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) é de que todas operações de pouso e decolagem se concentre no período diurno, enquanto há luz natural e ampla visibilidade da pista. No caso da TAP, todos os voos da companhia aérea portuguesa são realizados no período noturno.

Abdon Gosson não descarta a possibilidade de que a medida, que é temporária, acabe por fazer o Rio Grande do Norte perder os voos da TAP, caso as suas aeronaves passem a operar em outro destino que seja diário e mais rentável. “As perdas financeiras não temos nem como mensurar. É um absurdo ter acontecido isso com uma pista tão nova”, enfatiza.

O cancelamento dos voos da TAP deverá tornar as viagens com destino a Lisboa mais caras e mais longas, já que o turista que sair de Natal terá que fazê-la a partir de escalas em aeroportos como os de Recife e Rio de Janeiro. Saindo de Natal, a travessia do Atlântico e desembarque em Lisboa não dura mais do que  oito horas.

A medida também deverá impactar negativamente as agências de viagem do Rio Grande do Norte, com a paralisação das atividades da TAP no estado. Os meses de setembro e outubro já foram retirados do sistema de vendas da companhia aérea, o que impede a comercialização de passagens. Cerca de 70% dos potiguares que viajam para a Europa utilizam esses voos que agora estão suspensos.

 


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