Variedades

Potiguar e Modelo Pluz Size ganha as passarelas em Israel lutando contra preconceitos e padrões de beleza

Hannah Hebron, brasileira, potiguar, jornalista. Modelo Pluz Size em Tel Aviv. Foto: Reprodução\Instagam

Brasileira, Nordestina, Potiguar. Jornalista, apaixonada por escrever e contar histórias, seu nome é Hannah Hebron, 27 anos. Hannah teve seu momento de explendor ao vencer seus próprios medos, dogmas, estigmas da sociedade e cruzar uma passarela internacional usando Biquini. Ela não é a Bündchen e nem se enquadra nos padrões de beleza considerado “ideais” por muitos. Hannah não tem vergonha de encher o peito e dizer, “SOU GORDA”. Sem meias palavras ou meias verdades. Nada de “fortinha”, “cheinha”, “fofinha”; mas GORDA!

Hannah não tem vergonha de encher o peito e dizer, “SOU GORDA” . Foto: Reprodução\Instagram

“Não sei, mas um dia você passa a entender que o bicho papão do ‘estar gorda’ não existe, que SER gorda é quem você é e existe muita beleza em SER”, afirma com convicção. Hannah está morando em Tel Aviv há um ano, e foi em terras israelitas que transformou-se em modelo plus size e atravessou a passarela do mundo fashion na Tel Aviv Fashion Week, sem pudor, sem vergonha. “A Hannah de 17 anos jamais acreditaria que um dia ela estaria cruzando uma passarela (e de biquíni!) na Tel Aviv Fashion Week”, conta.

“um dia você passa a entender que o bicho papão do ‘estar gorda’ não existe”, Hanna Hebron. Foto: Reprodução\Instagram

Leia trechos de um texto escrito por Hannah para o site Medium:

G-O-R-D-A: É assim que se soletra “MARAVILHOSA”

Foi sempre assim: a roupa te escolhe (na maioria das vezes porque foi a única que coube), e não o contrário. E se no Brasil eu já sentia dificuldade com o padrão, em Israel me frustrei ainda mais! Encontrei lojas online com tamanho único P-M, modelagens absurdamente pequenas e a quase ausência do G ou de tamanhos maiores que o 38 nas prateleiras. Mas como a esperança é a última que morre, voltei a acreditar em uma moda mais inclusiva na Tel-Aviv Fashion Week, que tinha como mote a diversidade e a pluralidade não só pra inglês ver nas passarelas, mas também nos showrooms e na lista de convidados. Vi modelos de todos os tamanhos, idades, gêneros e religiões, um verdadeiro sopro de ar fresco frente às tantas semanas de moda brancas e magras mundo afora.


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