Polícia

“Pede para sair”, sugere Túlio Gadêlha ao ministro Sergio Moro

O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT) defendeu o afastamento de Sérgio Moro do Ministério da Justiça, após o vazamento de supostas troca de mensagens entre o ex-juiz e procuradores da Lava Jato. Nas possíveis conversas, Moro estaria orientando os investigadores e sugerindo mudanças de fase da operação. Em seu perfil no Instagram, o parlamentar classificou as denúncias como uma promiscuidade. Segundo ele, o ex-juiz deu acesso privilegiado à acusação e ajudou o Ministério Público a construir provas contra o ex-presidente Lula (PT).

“Tudo isso, de alguma forma, interferiu na disputa eleitoral de 2018 que resultou na vitória do presidente Bolsonaro. Hoje, depois das evidências vazadas, ver o ex-juiz Sérgio Moro ocupar o posto de Ministro da Justiça no governo que ajudou a eleger é a comprovação de que parte daquela força-tarefa não se tratava de um grupo apolítico de luta anticorrupção. É saber que o Estado Democrático de Direito está sob constante ameaça”, afirmou em seu perfil no Instagram.

Ele pondera, porém, a importância a Lava Jato em casos pontuais, como as prisões do ex-deputado Eduardo Cunha  e dos ex-ministros Geddel Vieira Lima e de Antônio Palocci.

Túlio Gadêlha engrossa o caldo dos deputados que defendem uma CPI no Congresso para apurar as supostas conversas de Moro. Com a real possibilidade, a preocupação de governistas é com a manutenção de uma agenda mínima na Casa, como a aprovação da reforma da Previdência. Nesta terça-feira (11) o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se reúne com Moro para traçar estratégias de como minimizar a situação.

OP9


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