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Mães de bebês com microcefalia contam dramas, desafios e sonhos

Foto: Ilustração

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Protagonistas de um drama nacional, mães de uma geração que carregarão a marca de uma epidemia ainda a ser plenamente descoberta, as mulheres que deram a luz a bebês com microcefalia passam a viver, desde o diagnóstico, quase que exclusivamente para os filhos. Abandonam o trabalho, estudos, enfrentam deslocamentos diários de muitos quilômetros para garantir atendimento aos filhos. E quem cuida dessas mães?

Em abril, ao visitar o Recife, uma das cidades com o maior número de casos de microcefalia, a consultora regional da ONU Mulheres Linda Goulart alertou para a importância da saúde física, mental e emocional dessas mães.

“Todas as ações e propostas de políticas públicas precisam ter a mulher como seu sujeito, e não objeto. Por mais que seja relevante tratar da criança e exterminar o vetor, não se pode esquecer que a mulher tem que estar no centro disso no sentido de garantir seus direitos sexuais reprodutivos, autonomia econômica e social”, defendeu Linda Goulart.

Uma rede de atendimento e cuidado para os bebês foi organizada às pressas, mas, para mães, há um longo caminho pela frente. No Recife, os primeiros passados são os grupos de terapia psicológica, montados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também por organizações não governamentais.

Desafio

Na maior parte das vezes, jornalistas não podem acompanhar as sessões de terapia. E esses profissionais são muitos em Pernambuco. Primeiro estado a alertar para o crescimento de casos de microcefalia e atualmente o que lidera as notificações e confirmações da malformação congênita, Pernambuco atraiu repórteres do mundo todo, ávidos por fotos e histórias das famílias que enfrentam o vírus Zika.

Mas não ali. A sala de terapia é à prova da mídia. É um espaço onde as mães podem falar umas com as outras mães e para profissionais de saúde. Envolvidas em uma rotina de cuidados, viagens em busca de consultas, sessões de estímulo precoce dos bebês e dramas pessoais, a terapia é o momento específico para que reflitam e se exponham.

Foto: Ilustração

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Cultura Educação Emprego Esporte Geral Internacional Mundo Natal

O jornalista potiguar Tulius Tsangaropulos é correspondente na China

Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

O sobrenome complicado sempre fez Tulius Tsangaropulos se destacar em todo ambiente que chegava. E foi justamente essa a primeira coisa que ele precisou abrir mão quando conseguiu alçar o que até aqui é o maior voo de sua carreira como jornalista: atuar como correspondente internacional durante uma edição dos Jogos Olímpicos.

Agora assinando matérias como Tulius Marcius, o potiguar de sobrenome grego está completando um mês da missão de reportar para o Brasil tudo o que acontece na China, uma das maiores potências olímpicas do mundo. Tulius contou com experiências locais na InterTV Cabugi, Novo Jornal e TV Ponta Negra, desembarcou na Ásia depois de participar de uma seleção do canal por assinatura SporTV, que procurava jovens jornalistas para a cobertura dos Jogos Olímpicos do Rio.

Ele concorreu com quase 4 mil jornalistas de todo o país, e foi selecionado junto com outros sete profissionais. Era só o começo da maior viagem de sua vida.  “Estou muito feliz com essa experiência de trabalhar numa grande emissora, conhecer antigos ídolos e um lugar totalmente diferente, que não estava nos meus planos”, comemora Tulius, que falou com o NOVO via WhatsApp direto da China.

“Nunca tinha pensado em viajar para a Ásia e conhecer uma cultura totalmente diferente. O legal também tem sido trabalhar em várias vertentes do jornalismo: produção, edição, sendo produtor, cinegrafista”, diz. A tarefa é teoricamente simples: traduzir para a gente o que pensam, planejam e dizem os chineses sobre os Jogos no Brasil. O problema é como descobrir tudo isso.

Na China não é tão comum achar quem fale inglês pelo meio da rua. Até para comer, pagar contas e fazer coisas básicas Tulius tem se virado de uma maneira inusitada. “No restaurante eu tenho que ficar olhando as fotos das comidas, mas às vezes vêm umas coisas estranhas e acaba que você não sabe o que está comendo. Por isso eu meio que decorei alguns caracteres, como o de frango, o de carne e o de porco, aí fico apontando e dizendo o que eu quero”, conta.

“Meu maior problema é a barreira da língua e a burocracia. Tudo aqui tem alguma dependência do governo. Tudo precisa de carimbo, é tudo escrito em chinês – porque ninguém fala inglês -, e tudo está relacionado com política”, diz. A China vive sob uma ditadura comunista, sendo um dos seis únicos países do mundo que hoje se declaram socialistas. Por isso o acesso às informações no país é restrito e o trabalho dos jornalistas é feito sob censura do governo.

Sites como Google, Facebook e Wikipedia, por exemplo, são bloqueados pelo governo chinês, o que dificulta a comunicação daquele povo com outras culturas – e, principalmente, outros sistemas políticos.

Sonho e aprendizado

Antes de viajar, Tulius, que havia deixado Natal para ir morar em São Paulo, passou quatro meses no Rio de Janeiro participando de um treinamento na Globo e nos canais SporTV. Lá, conheceu ídolos da profissão, que o ajudaram na missão de partir rumo ao Oriente.

Por causa do bloqueio do governo, o acesso à China não é tão fácil para profissionais de imprensa. A Globo, por exemplo, tem apenas um correspondente por lá.  A função, que hoje é de Tulius, já foi desempenhada por Sônia Bridi, Pedro Bassan e Edgar Alencar, jornalistas com dos quais ele absorveu experiências e dicas de como sobreviver no país de Mao Tsé-Tung.

As restrições, todavia, têm lhe trazido coisas boas. Na China, Tulius é, além de repórter, cinegrafista, editor e produtor de suas reportagens. O apartamento pago pela emissora é seu estúdio e todo o material humano que ele conta na Ásia é ele mesmo.  “Tenho certeza que voltarei um profissional diferente pro Brasil”.

Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

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Reportagem: Novo Jornal

Cidades Esporte Internacional Mundo

Em seu jogo 600, Totti dá linda assistência, Roma vence e assume vice-liderança

Torcida festejou o jogo nº 600 do ídolo

Torcida festejou o jogo nº 600 do ídolo (Foto: EFE/EPA/ETTORE FERRARI)

Em um jogo histórico para o capitão Francesco Totti, a Roma venceu o Chievo por 3 a 0, neste sábado, no Estádio Olímpico, em duelo válido pela 37ª (e penúltima) rodada do Campeonato Italiano.

O resultado foi muito importante para o time da capital, que foi a 77 pontos e assumiu momentaneamente a 2ª posição da Serie A, com um ponto a mais que o Napoli. No entanto, o clube do sul entra em campo às 15h45 (horário de Brasília), contra o Torino, e pode retomar a vice-liderança, que dá vaga direta na próxima Uefa Champions League.

A partida foi histórica para Totti porque, ao entrar em campo, aos 15 do segundo tempo, no lugar de Salha, o Capitano completou seu jogo de número 600 pela Roma, única equipe que defendeu na carreira, no Campeonato Italiano.

O meia-atacante, que fez sua estreia na Serie A em 27 de março de 1993, contra o Brescia, aos 16 anos, retribuiu o carinho da torcida, que encheu o Estádio Olímpico de faixas de apoio, dando uma linda assistência para o argentino Perotti anotar o último gol do duelo, já no final do tempo regulamentar. Antes, no primeiro tempo, Nainggolan e Rüdiger fizeram os outros tentos romanistas.

Essa, aliás, pode ter sido a última aparição da carreira do quase quarentão Totti (completa 40 em setembro) no Olímpico, já que ele tem contrato com o clube da capital até o final da temporada e ainda não acertou sua renovação. No entanto, ele negocia mais um ano de contrato, e pode acertar em breve um novo vínculo com seu time de coração.

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Totti deu linda assistência para o último gol da vitória sobre o Chievo. (Foto: EFE/EPA/ETTORE FERRARI)

Cidades Natal Social

Data marcante: Mãe catarinense ganha de presente uma viagem à Natal

Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

Rogéria Matias de Souza é mãe, filha, esposa e trabalhadora. Seu perfil se entrelaça ao de outras mulheres em uma história que perpassa o Brasil de tantas formas.
Rogéria trabalha de 7 às 18h como costureira em uma fábrica na cidade de Garopaba, interior de Santa Catarina. Dos seus 31 anos de idade, quase 20 foram dedicados ao ofício que executa repetidamente desde os 12 anos. Nos tempos que se dizem livres, ela se dedica a cuidar da mãe que tem sérios problemas de saúde decorrentes da obesidade e da filha de sete anos que teve com seu esposo Antonio Adilson Mallmann.
Além de tudo isso, os cuidados com a casa também fazem parte de sua rotina incessante. “Às vezes no domingo ela não tem sequer coragem para levantar da cama, mas sempre tem uma coisa ou outra para fazer”, declara o marido.  O casal se conheceu em um ginásio esportivo na pequena cidade do sul e estão juntos há mais de 10 anos. Apesar da rotina de muito trabalho e poucos recursos, o relacionamento é mantido com companheirismo e admiração. “Eu admiro muito a forma como ela vive. Apesar de tudo ela está sempre satisfeita com o que tem, não é uma mulher amargurada e não vive reclamando”, declara o esposo.
O sentimento é compartilhado entre as outras pessoas da família. A filha do casal está na primeira série do Ensino Fundamental e sempre escreve bilhetes sobre o carinho que sente pela mãe. Foi essa relação que motivou Antonio a parar em uma pequena agência de viagens na cidade onde vive a família e comprar passagens para Natal. “Eu queria fazer uma homenagem em reconhecimento a tudo que ela significa. Natal é uma cidade que fica em outro extremo do país, as pessoas falam muito e tínhamos curiosidade em conhecer”, explica o marido.
Ontem (sábado) a família estava chegando em terras potiguares. Eles permanecerão na cidade por uma semana, tempo em que se prolonga o presente surpresa em comemoração ao Dia das Mães. A família que vem de uma pequena cidade litorânea com uma comunidade de pescadores deve conhecer o sol do outono natalense. Antonio conta que, ao contrário de Natal, sua cidade de origem é ensolarada no verão, durante os meses de dezembro e janeiro, mas que as temperaturas baixam nas outras estações do ano.