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Geral

Prefeito de cidade em Goiás institui dia de jejum e reza para combate ao Aedes aegypti

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE EM GOIANDIRA (GO),  NOTIFICOU CERCA DE 600 CASOS DE DENGUE NA CIDADE

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE EM GOIANDIRA (GO), NOTIFICOU CERCA DE 600 CASOS DE DENGUE NA CIDADE

O prefeito de Goiandira (GO), Rick Marcus, adotou uma estratégia inusitada no combate ao mosquito transmissor de doenças como dengue, chicungunya e zika. Na última sexta-feira (19), ele assinou um decreto instituindo o Dia de Jejum Municipal como uma das ações de combate ao mosquito na cidade.

O documento convocava líderes religiosos da comunidade a transmitirem a seus fieis a proposta de jejuar entre as 6h e as 12h da última segunda-feira (22). De acordo com o texto, a medida tinha como objetivo “clamar a Deus por livramento e misericórdia” em virtude da infestação da dengue na cidade.

Por meio de nota, a prefeitura esclareceu que apenas convidou os cerca de 5 mil habitantes de Goiandira a jejuar, mas que ninguém foi obrigado a ficar sem se alimentar durante o período estabelecido no decreto.

“Em muitas situações de guerra descritas na Bíblia, as pessoas conseguiram vencer conflitos jejuando. Essa prática ajuda a pedir auxílio, buscar fortalecimento espiritual e criar uma ligação direta com Deus para refletir sobre esse problema. Nós estamos enfrentando uma batalha contra a dengue e todas as armas são válidas. Ação, oração, fé, tudo é valido”, disse o prefeito em nota.


Saúde

Estudo relata novo dano cerebral em bebê com zika

ALÉM DA MICROCEFALIA, O VÍRUS ZIKA PARECE SER CAPAZ DE CAUSAR TAMBÉM ANOMALIAS FORA DO SISTEMA NRVOSO CENTRAL EM BEBÊS INFECETADOS PELO VÍRUS. ( FOTO: LUIS ROBAYO/AFP)

ALÉM DA MICROCEFALIA, O VÍRUS ZIKA PARECE SER CAPAZ DE CAUSAR TAMBÉM ANOMALIAS FORA DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL EM BEBÊS INFECTADOS. ( FOTO: LUIS ROBAYO/AFP)

Um estudo de caso divulgado nesta quinta-feira, 25, por pesquisadores brasileiros e americanos reforça uma suspeita que já vem sendo aventada – de que o zika cause uma síndrome congênita -, e aponta para uma potencial relação com o acúmulo de líquido generalizado no corpo do bebê e morte do feto.

O trabalho relata o caso de uma menina nascida morta em Salvador com uma condição conhecida como hidranencefalia (em que os hemisférios cerebrais desaparecem e a cavidade é preenchida por líquido cefalorraquidiano), calcificações intracranianas e diversas outras lesões.

O bebê apresentou ainda uma outra condição que até então não tinha sido relacionada com zika: a hidropsia, que se caracteriza por acúmulo de líquido e inchaço sob a pele, o peritônio (membrana que reveste a parte interna da cavidade abdominal) e a pleura (membrana que envolve o pulmão). Autópsia revelou a presença do vírus zika no córtex cerebral, na medula e no líquido amniótico.

“Resolvemos relatar o caso em revista científica porque apresenta uma evidência adicional de que o zika pode, além da microcefalia e de doenças oftalmológicas, estar ligado a ocorrência de hidropsia e à morte do feto”, disse ao jornal O Estado de S.Paulo Antonio Raimundo de Almeida, diretor do Hospital Geral Roberto Santos, de Salvador, que acompanha hoje com pelo menos uma centena de crianças nascidas com microcefalia desde 31 de outubro do ano passado.

Ele assina o trabalho na revista PLOS Neglected Tropical Diseases junto com o médico fetal Manoel Sarno, que fez o acompanhamento da mãe na gravidez, e com pesquisadores americanos da Universidade Yale e do Texas.

Dois pontos chamaram a atenção dos pesquisadores. Primeiro a ocorrência da hidropsia, sugerindo que o zika pode ter uma ação que não é exclusiva ao sistema nervoso central. Segundo, o fato de que a mãe contou não ter sentido nenhum sintoma de zika ou de qualquer outra infecção viral em nenhum momento da gravidez.

Ela disse que tampouco algum familiar foi infectado. Em geral, em outros casos de microcefalia que estão sendo associados ao zika, as mães relatam terem sentido sinais da infecção. “É um caso bem atípico em todos os sentidos”, afirma Sarno.

Apesar de ela ter ficado assintomática, como foi detectado o crescimento anormal do feto na 18ª semana, os pesquisadores suspeitam que houve uma infecção intrauterina anterior a isso, provavelmente no primeiro trimestre da gestação.

O grupo alerta, diante deste caso, que os médicos precisam estar atentos a casos assintomáticos. Eles afirmam também que um só caso é insuficiente para falar que esses outros problemas podem mesmo ter sido causados pelo zika e sugerem que médicos fiquem atentos para investigar outros casos de aborto e bebês natimortos para tentar descobrir se pode haver essa ligação.

Revista Exame


LAVA JATO

Defesa de João Santana diz que marqueteiro do PT não sabia que tinha que declarar conta no exterior

JOÃO SANTANA, MARQUETEIRO DE CAMPANHAS ELEITORAIS DO PT ESTÁ PRESO DESDE A TERÇA-FEIRA (23). (FOTO: STR/AFP)

JOÃO SANTANA, MARQUETEIRO DE CAMPANHAS ELEITORAIS DO PT ESTÁ PRESO DESDE A TERÇA-FEIRA (23). (FOTO: STR/AFP)

Em uma oitiva que durou mais de três horas, nesta quinta-feira (25), na Superintendência da PF, em Curitiba, a defesa de João Santana afirmou à Polícia Federal que o marqueteiro do PT  não sabia que deveria ter declarado à Receita Federal uma conta bancária que tem no exterior. A conta foi aberta em 1998 para receber por serviços de campanhas eleitorais realizados na Argentina, segundo o advogado.

Santana e a esposa, Mônica Moura são suspeitos de receber dinheiro oriundo no esquema de corrupção na Petrobras desvendado pela Operação Lava Jato. O dinheiro seria, de acordo com as investigações, pagamento de serviços eleitorais prestados ao Partido dos Trabalhadores (PT). Os dois foram presos pela Polícia Federal na terça-feira (23).

A defesa voltou a afirmar que em relação à campanha do PT está tudo declarado à Justiça Eleitoral. O advogado FábioTofic disse ainda que o que precisar ser informado, o casal esclarecerá. Santana foi marqueteiro das campanhas da presidente Dilma Rousseff (PT) e da campanha da reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2006.

Polícia

Quatro pessoas são presas em Operação “Macaíba em paz”

SUSPEITOS SÃO INVESTIGADOS PELOS CRIMES DE HOMICÍDIO, ESTUPRO E TRÁFICO DE DROGAS. ( FOTO: ASSESSORIA SESED)

SUSPEITOS SÃO INVESTIGADOS PELOS CRIMES DE HOMICÍDIO, ESTUPRO E TRÁFICO DE DROGAS. ( FOTO: ASSESSORIA SESED)

A Delegacia de Polícia Civil de Macaíba deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), a Operação Macaíba em Paz que conseguiu prender três homens e uma mulher. Os suspeitos foram detidos em cumprimento a mandados de prisão expedidos pela Justiça.

Os detidos na Operação foram Vanderson Fernandes Tomé, 22 anos; Wagton Akin Fernandes dos Santos, 18 anos, suspeito de ter praticado os crimes de homicídio e tráfico de drogas; Geraldo Nunes da Silva, 52 anos, suspeito por estupro e Amanda Larisse Freitas da Silva, 20 anos, suspeita por tráfico de drogas.