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PPS se alia ao PSB na proporcional e apoia Carlos Eduardo

EDUARDO MACHADO COMUNICA QUE CONVENÇÃO DO PPS SERÁ REALIZADA NA SEXTA-FEIRA, NA SEDE DO PARTIDO.

Eduardo Machado anuncia aliança do PPS na eleição municipal

 

O PPS confirmou apoio ao PDT e ao prefeito Carlos Eduardo. Na chapa proporcional vai se coligar com o PSB. Na próxima quinta-feira haverá um ato do partido em local a ser definido onde todos os candidatos a vereador irão manifestar seu integral compromisso com a reeleição do prefeito Carlos Eduardo.

O PSB aceitou a condição do PPS de não abrir mão do apoio ao atual prefeito de Natal. A aliança  do PPS com o PSB consolidará a eleição de 3 vereadores.

Segurança

Bye Bye escória: avião com chefes de facções criminosas decola do solo potiguar

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AVIÃO DA PF DECOLOU COM 21 PRESOS PARA PRESÍDIOS FEDERAIS (FOTO: CLAYTON CARVALHO/INTER TV CABUGI)

Os 21 detentos apontados como chefes de uma facção criminosa que reivindica os ataques ocorridos nos últimos dias no Rio Grande do Norte deixaram o estado na manhã deste sábado (6) em um avião da Polícia Federal. Algemados, eles embarcaram com destino aos presídios federais de Catanduvas (PR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO). A aeronave decolou do Aeroporto Internacional Aluízio Alves às 10h, segundo noticia o site G1/RN.

A transferência dos presos deveria ter sido feita ainda na tarde desta sexta-feira (5), mas o voo foi cancelado porque se verificou que 7 presos que seriam levados para o Paraná ainda não tinham recebido autorização da Justiça para ingresso no presídio de Catanduvas. O impasse só foi resolvido às 17h30, quando a Secretaria de Justiça e da Cidadania do RN foi comunicada que a autorização para a transferência dos presos estava liberada. Em razão do horário, e de um novo plano de voo que precisaria ser feito, o secretário Wallber Virgolino informou que os presos voltariam para a Penitenciária Estadual de Parnamirim, na Grande Natal. E foi o que aconteceu.

Gritos e choro

Os presos deixaram a Penitenciária Estadual de Parnamirim por volta das 7h20 deste sábado. Familiares dos detentos foram ao presídio e protestaram. Houve gritos e muito choro. Os veículos do sistema penitenciário saíram escoltados por carros do Batalhão de Choque da PM. O helicóptero Potiguar 1, da Secretaria de Segurança Pública, também acompanhou o trajeto até o aeroporto.

PRESOS FORAM LEVADOS PARA O AEROPORTO INTERNACIONAL ALUÍZIO ALVES NA MANHÃ DESTE SÁBADO (6) ESCOLTADOS POR POLICIAIS MILITARES DO BATALHÃO DE CHOQUE. HELICÓPTERO POTIGUAR 01 TAMBÉM ACOMPANHOU O COMBOIO (FOTO: CLAYTON CARVALHO/INTER TV CABUGI)

PRESOS FORAM LEVADOS ESCOLTADOS PARA O AEROPORTO ALUÍZIO ALVES (FOTO: CLAYTON CARVALHO/INTER TV)

Os transferidos

Os presos transferidos são: Sebastião Figueira da Costa Júnior, Josenildo Medeiros da Silva, Josenildo Augusto da Silva, Bruno Mitchel Carvalho de Farias, Christian Lutianne Costa de Lima, Djackson Hyzacky Moreira da Silva, Gerson Menezes, Gilbeto da Cruz Silva, Igor dos Santos Peixoto, João Paulo Souza da Silva, Luanderson Inácio de Souza Cunha, Leonardo Victor Cavalcante Soares, Marcos Antônio Oliveira da Silva, Walleano Luabson Cruz dos Santos, Zadonaide Fernandes Nunes, José Wilson Trajano de Freitas, Francisco Frank Dantas da Costa, Renato da Silva Climaco, Cleiton Miranda Lins, João Maria dos Santos Oliveira e Rosivaldo Barbosa da Silva.

Entre eles está João Maria dos Santos Oliveira, o ‘João Mago’, preso no último domingo (31) em Nova Parnamirim,  e Apontado pelas forças de segurança do RN como um dos chefes de uma facção criminosa que vem agindo no estado.]

JOÃO MARIA DOS SANTOS DE OLIVEIRA, O 'JOÃO MAGO' (FOTO: GOVERNO DO RN/DIVULGAÇÃO)

JOÃO MARIA DOS SANTOS DE OLIVEIRA, O ‘JOÃO MAGO’ (FOTO: GOVERNO DO RN/DIVULGAÇÃO)

Outros cinco presos, também apontados como chefes da facção, foram transferidos no início do mês para a Penitenciária Federal de Mossoró. São eles: Edson Cardoso Bezerra (Gato), Anderson Mendonça da Silva (Sancinho), Cosme Wendel Rodrigues Gomes (Cego), Alex Barros de Medeiros e Marcos Paulo Ferreira (Cabeça do Acre).

 


Segurança

“ISTO É” destaca guerra no RN e diz que cidade turística agora tem militares armados nas ruas, praias e avenidas

O CENÁRIO DA CIDADE MUDOU. ANTES PACÍFICO E ACOLHEDOR, O DESTINO DE DOIS MILHÕES DE TURISTAS POR ANO AGORA TEM MILITARES ARMADOS POR RUAS, AVENIDAS, BAIRROS PERIFÉRICOS E PRAIAS.

ISTO É DIZ QUE O CENÁRIO MUDOU E QUE A CIDADE TURÍSTICA AGORA TEM MILITARES POR RUAS, AVENIDAS, E PRAIAS.

Com reportagem fotográfica do jornalista potiguar Canindé Soares, a Isto É publica em sua página na internet uma ampla reportagem sobre a crise de segurança pública que afeta o Rio Grande do Norte. A matéria, intitulada Guerra no Rio Grande do Norte,  destaca que os ataques em série do crime organizado, em reposta a mudanças no sistema penotenciário, instalaram um clima de terror nas cidades potiguares. Segue abaixo o texto, assinado pelas jornalistas Camila Brandalise e Fernanda Mello.

A massoterapeuta Janaina Barreto, 34 anos, jantava com a família na noite de sábado 30, em São Paulo do Potengi, a 75 quilômetros de Natal, no Rio Grande do Norte, quando a fumaça vinda de um ônibus em chamas, a 40 metros dali, começou a invadir os cômodos de sua casa. Ouviam-se gritos vindos da rua, onde pessoas corriam sem rumo, desesperadas. “Ficamos em pânico, não sabíamos o que fazer”, diz Janaina. “Estamos vivendo uma situação de terrorismo.” Um dia depois, a paisagem mais famosa da capital potiguar foi alvo de um incêndio criminoso. Das janelas dos prédios era possível ver o Morro do Careca, na praia da Ponta Negra, pegando fogo, assustando moradores e turistas.

MORRO DO CARECA INCENDIADO POR AÇÃO DOS CRIMINOSOS

PAISAGEM MAIS FAMOSA DA CAPITAL, O MORRO DO CARECA FOI INCENDIADO POR AÇÃO DOS CRIMINOSOS

Também no domingo 31, um carro explodiu no estacionamento de um hipermercado. Esses foram três dos mais de cem ataques que ocorreram desde que a Secretaria de Segurança Pública decidiu instalar bloqueadores de celular na Penitenciária Estadual de Parnamirim, na Grande Natal. Em represália, os criminosos passaram a organizar uma série de ataques e têm instaurado o pânico no Estado. Áudios circulam pelo aplicativo de mensagens Whatsapp com ameaças de atentados em escolas, prédios públicos e estabelecimentos comerciais. Na segunda-feira 1º, aulas das redes pública e privada foram suspensas em várias cidades, e faculdades adiaram o início das aulas. O medo se tornou uma constante e o clima é de guerra.

CENÁRIO MODIFICADO

Na quarta-feira 3, tropas do Exército chegaram a Natal para auxiliar as polícias civil e militar a conter os ataques e prender suspeitos de envolvimento com os crimes. O cenário da cidade mudou. Antes pacífico e acolhedor, o destino de dois milhões de turistas por ano agora tem militares armados por ruas, avenidas, bairros periféricos e praias. Foi com esse quadro que o comerciante André Henrique Silva, 41 anos, dono de um quiosque na praia de Ponta Negra, se deparou ao chegar para trabalhar na quinta-feira 4.

“Eu nunca tinha visto militares aqui. As pessoas se assustam com essa cena. Dá um ar de segurança para a gente que é morador, mas para o turista é impactante”, afirma. As ruas têm ficado desertas depois das 19h. No interior, até o hábito de colocar as cadeiras na calçada para conversar com os vizinhos foi deixado de lado. Mais de 30 cidades já foram palco de ações criminosas. “Eu me sinto no meio de uma guerra. Se a situação só será normalizada com o Exército aqui, como fica depois que eles forem embora? Me parece uma medida paliativa”, diz a empresária Luciana Cavalcante, 43 anos.

EMPRESÁRIA LUCIANA CAVALCANTE: “EU ME SINTO NO MEIO DE UMA GUERRA. SE A SITUAÇÃO SÓ SERÁ NORMALIZADA COM O EXÉRCITO AQUI, COMO FICA DEPOIS QUE ELES FOREM EMBORA? ME PARECE UMA MEDIDA PALIATIVA”, DIZ A EMPRESÁRIA LUCIANA CAVALC

EMPRESÁRIA LUCIANA CAVALCANTE: “EU ME SINTO NO MEIO DE UMA GUERRA”

Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Ricardo Balestreri acredita que tanto o bloqueio de celulares nos presídios quanto a convocação do Exército foram medidas corretas, mas, de fato, é preciso pensar em como controlar a longo prazo o avanço do crime organizado no Estado. A organização delinquencial que está por trás da atual onda de ataques ainda é incipiente. Apesar de ter crescido nos últimos anos, não tem o mesmo armamento visto nas facções do Rio de Janeiro e de São Paulo. Mas, por ser dissidente de grupo criminoso paulista, tem conhecimento estratégico para agir de maneira similar.

“Esse grupo, apesar de não ser tão aparelhado, sabe operar. Eles queimam ônibus, inviabilizando o transporte público, incendeiam pontos turísticos e propagam mensagens de terror pela internet, fazendo estabelecimentos fecharem”, afirma Balestreri, que foi secretário nacional de Segurança Pública entre 2008 e 2009. Para o especialista, a situação atual da segurança no Estado é resultado de anos de negligência com o sistema prisional. “Os presídios estão superlotados e não se investe em formação dos agentes e policiais”, diz. “Além disso, misturam-se criminosos de alta e baixa periculosidade nas prisões, o que colabora para que nasça uma organização com um líder de caráter psicopático que constrange os demais a fazerem o que ele manda, dentro e fora da prisão.”

PANELA DE PRESSÃO

A situação atual é, portanto, consequência de uma complexa estrutura que Balestrini classifica como “panela de pressão”, sendo a instalação dos bloqueadores de celular a gota d´água. Já segundo o secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, Ronaldo Lundgren, os ataques são uma resposta a uma série de medidas que vêm sendo tomadas pelo governo para desmantelar organizações criminosas nas penitenciárias, como transferência de presos e revistas mais severas e frequentes, além dos bloqueadores. Apesar de as medidas terem resultado em atentados que comprometem a vida de milhares de pessoas, o governo não vai recuar.

“Vamos endurecer ainda mais a repressão e nenhum passo para trás será dado”, diz Lundgren. Ainda de acordo com o secretário, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada na quarta-feira 3, de que apenas a União pode bloquear o uso de celulares em presídios, não vai afetar a deliberação no Estado, uma vez que só Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina estão envolvidos no processo em questão.

Enquanto a criminalidade não recrudesce, a população continua sendo a maior atingida. O auxiliar de serviços gerais Francisco Joaquim Nascimento, 48 anos, mora em Nova Natal, na zona norte da capital, e trabalha em Ponta Negra, na zona sul. Ele costuma ir para o trabalho de ônibus, mas, desde que começaram os ataques e o transporte público passou a operar com frota e horário reduzidos, o percurso de pouco mais de 25 quilômetros é feito de bicicleta. “Não posso faltar e nem chegar atrasado, então venho de bicicleta. Saio de casa 4h40 e chego no trabalho às 6h20. É cansativo, mas é melhor fazer isso do que perder o emprego”, diz. Casado e pai de dois filhos, ele tem receio de voltar a andar de ônibus por causa dos recentes atentados.

“A gente tem medo de chegar alguém e colocar fogo com todo mundo dentro, apesar de dizerem que não vão atacar a sociedade”, afirma. O editor de imagens João Gabriel, 29 anos, chegou a criar uma espécie de toque de recolher em casa. “Tínhamos o hábito de ficar com as crianças na calçada no fim da tarde. Mas agora vai todo mundo para dentro logo cedo. A rua fica deserta e só saímos se for realmente necessário”, diz. “Nós estamos presos porque presidiários conseguem dar ordens para uma barbárie acontecer aqui fora. Não vejo a hora de isso acabar.”

 

Segurança

Fábio Faria apresenta projeto para instalar bloqueadores em todos os presídios do Brasil

FÁBIO FARIA DIZ QUE SÃO NAS PRISÕES ONDE FUNCIONAM OS ESCRITÓRIOS DO CRIME E QUE SEU PROJETO VAI ACABAR COM ARTICULAÇÃO DO CRIME

FÁBIO FARIA DIZ QUE PRISÕES SÃO ESCRITÓRIOS DO CRIME E QUE PROJETO ACABA COM ARTICULAÇÃO DO CRIME

Em meio às medidas que vem sendo adotadas pelo governo do Rio Grande do Norte, o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) decidiu reforçar a ideia levando-a para todo o Brasil. O parlamentar apresentou um projeto de lei na Câmara Federal para que seja feito o bloqueio de sinal de celular em todos os presídios do país. 

“São nas prisões onde funcionam os escritórios do crime, onde está o comando. Com esta lei em vigor, vamos acabar com essa articulação e, consequentemente, diminuir os índices de criminalidade”, afirma o deputado. Para ele, a atitude do governo no Rio Grande do Norte serviu de exemplo para outros estados do Brasil. “O governador Robinson Faria e sua equipe estão enfrentando a criminalidade com decisões firmes, corajosas, e a população só tem aprovado. Está mais do que na hora de estender essa ação”, acrescenta.

O projeto de lei determina a instalação de bloqueadores de celular e aparelhos de radiocomunicações em todas as unidades prisionais do Brasil que tenham mais de 50 detentos.