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Batalha por impeachment chega ao ‘NYT’: afinal, o que diz o jornal?

Artigos de opinião como estes publicados pelo jornal aumentaram debates nas redes sociais. (Imagem: Reprodução)

Artigos de opinião como estes publicados pelo jornal aumentaram debates nas redes sociais. (Imagem: Reprodução)

Nesta semana, artigos de opinião no jornal americano The New York Timespró e contra o impeachment foram compartilhados nas redes sociais como prova de que um dos periódicos mais influentes do mundo apoiava este ou aquele lado da disputa política no Brasil.

No dia 19 de abril, Carlos Pio, professor da Universidade de Brasília, escreveu um artigo, publicado nas páginas de opinião do jornal, afirmando que o impeachment era “prova de que o processo democrático está funcionando”.

Em “O voto do impeachment no Brasil definitivamente não é um golpe”, Pio argumenta que um processo político “é legítimo quando todas as forças o aceitam” e cita a análise do Supremo Tribunal Federal para que o pedido seguisse adiante.

No mesmo dia, o artigo “Impeachment de Dilma Rousseff não é um golpe, é um acobertamento”, de Celso de Barros, analista do Banco Central, defendia que a real razão do processo seria providenciar uma distração conveniente enquanto outros políticos tentam “manter suas casas em ordem”.

Ambos foram publicados na sessão de opinião – Op-ed, como são conhecidos no jargão jornalístico em inglês, ou seja, a despeito do que alguém tenha dito em sua timeline, não representam a opinião do jornal.

A cobertura do jornal americano neste momento é particularmente importante, não apenas como formador de opinião no país mais poderoso do mundo, como também pela viagem de Dilma Rousseff aos Estados Unidos em busca de apoio.

“Essa é uma crise criada no Brasil e por brasileiros. Neste momento, eu não acredito que solidariedade internacional vá ajudá-la”, disse Levistky ao jornal.


Diversos

Dilma trocou ministros 86 vezes desde que assumiu

Últimas saídas ocorreram nesta semana, quando membros de partidos que deixaram a base do governo. Foto: AFP

Últimas saídas ocorreram nesta semana, quando membros de partidos que deixaram a base do governo. Foto: AFP

Desde que assumiu a Presidência, em 2011, Dilma Rousseff demitiu, substituiu ou aceitou a demissão de 86 ministros. Em média, um ministro foi demitido ou trocado no governo Dilma a cada 22 dias.

O cálculo da BBC Brasil inclui ministros que tiveram seus postos extintos e não leva em conta dirigentes que assumiram as pastas interinamente.

As últimas saídas ocorreram nesta semana, quando membros de partidos que deixaram a base do governo entregaram os cargos. Dos 38 ministros empossados quando Dilma assumiu em 2011, só três permanecem nos postos originais: Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Tereza Campello (Desenvolvimento Social) e Alexandre Tombini (Banco Central).

Para Ricardo Ismael, cientista político e diretor do Departamento de Ciências Sociais da PUC-Rio, a alta rotatividade expõe o fracasso de Dilma em montar uma base de apoio no Congresso, que culminou com a aprovação do processo de impeachment na Câmara no domingo.

Ismael afirma ainda que as trocas constantes prejudicam a função essencial dos ministérios: formular e executar políticas públicas. “Embora os ministérios tenham uma burocracia estável que faz a máquina andar, é o ministro quem dá o tom e define a agenda.”

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Avião movido a energia solar completa viagem sobre o Pacífico

Solar Impulse 2 sobrevoa São Francisco. O avião movido a energia solar, que é a tentativa de circunavegar o globo para promover a energia limpa e o espírito de inovação, chegou do Havaí após uma viagem de três dias sobre o Oceano Pacífico (Foto: AP Photo/Noah Berger)

Solar Impulse 2 sobrevoa São Francisco. O avião movido a energia solar, que é a tentativa de circunavegar o globo para promover a energia limpa e o espírito de inovação, chegou do Havaí após uma viagem de três dias sobre o Oceano Pacífico (Foto: AP Photo/Noah Berger)

Um avião movido a energia solar aterrissou na Califórnia no sábado (23), completando um arriscado voo de três dias sobre o Oceano Pacífico, como parte de sua viagem ao redor do mundo, segundo a agência de notícias Associated Press (AP).

O piloto Bertrand Piccard conseguiu pousar o “Solar Impulse 2” em Mountain View, no Vale do Silício, sul de São Francisco, após 62 horas voando sem escalas. O avião taxiou em uma grande tenda montada em Moffett Airfield onde Piccard foi recebido pela equipe do projeto.

O desembarque aconteceu várias horas após Piccard realizar um sobrevoo sobre a ponte Golden Gate, onde os espectadores assistiram a aeronave estreita com as asas largas .

“Eu cruzei a ponte. Eu estou oficialmente na América “, declarou o piloto quando avistou a Baía de São Francisco.

Piccard e seu colega piloto suíço Andre Borschberg foram se revezando pilotando o avião em uma viagem ao redor do mundo desde que decolou de Abu Dhabi, a capital dos Emirados Árabes, em março de 2015. Ele fez paradas em Omã, Myanmar, China, Japão e Havaí.

A perna trans -Pacífico foi a parte mais arriscada das viagens globais do avião por causa da falta de locais de pouso de emergência, e a aeronave enfrentou alguns solavancos ao longo do caminho.

Solar Impulse 2 sobrevoa São Francisco (Foto: AP Photo/Noah Berger)

Solar Impulse 2 sobrevoa São Francisco (Foto: AP Photo/Noah Berger)

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Coreia do Norte diz que lançou míssil balístico com sucesso

Sul-coreanos assistem à transmissão de lançamento de um míssil balístico da Coreia do Norte, neste domingo (24) (Foto: AP Photo/Ahn Young-joon)

Sul-coreanos assistem à transmissão de lançamento de um míssil balístico da Coreia do Norte, neste domingo (24) (Foto: AP Photo/Ahn Young-joon)

A Coreia do Norte anunciou neste domingo (24) que testou com sucesso um míssil balístico lançado a partir de um submarino, o que representaria um grande avanço armamentístico para o regime. A Coreia do Sul não conseguiu confirmar a veracidade da informação, segundo a AP.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, assistiu ao novo teste de mísseis realizado na véspera, o que concederia ao país asiático “a capacidade de atacar seus oponentes a qualquer momento e sem prévio aviso”, segundo informou a agência estatal norte-coreana (KCNA).

Kim Jong-un destacou que com esta nova arma, a Coreia do Norte possui agora “um poderoso arsenal nuclear e um sistema efetivo de ataque”, em declarações publicadas pelo citado meio oficial.

No sábado, o Ministério de Defesa sul-coreano informou sobre o lançamento realizado pelaCoreia do Norte no Mar do Leste (Mar do Japão), mas qualificou de fracassada este novo teste de armas de Pyongyang, devido ao curto percurso do projétil.