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Segurança

STTU implanta cinco novas câmeras de trânsito

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A Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU), ampliou o número de câmeras de monitoramento na cidade. Agora, cinco novos cruzamentos contam com câmeras de trânsito.
Segundo a secretária Elequicina Maria Santos, estas câmeras já estão integradas ao CIOSP. “Agora a prefeitura conta com 55 câmeras disponíveis para a Secretaria de Segurança do Estado. Este número inclui também as câmeras da Guarda Municipal”, informou a gestora.
Os novos cruzamentos monitorados são: Av. Prudente de Morais x Rua Mossoró, Rua Dr. Mário Negócio x Rua Jandira, Av. Deodoro da Fonseca x Rua João Pessoa e Av. Prudente de Morais x Av. Jerônimo Câmara. “Com esses novos pontos, o tempo de reação dos nossos agentes em caso de congestionamentos será reduzido, melhorando a qualidade de vida dos nossos cidadãos”, pontuou a secretária da STTU.
Prefeitura Municipal
Internacional

Se Trump for eleito, economia do Brasil deve crescer menos, dizem analistas

 A EVENTUAL VITÓRIA DO REPUBLICANO DONALD TRUMP NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DOS ESTADOS UNIDOS

A EVENTUAL VITÓRIA DO REPUBLICANO DONALD TRUMP NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DOS ESTADOS UNIDOS

A eventual vitória do republicano Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos, na terça-feira (8), traria uma série de consequências negativas para a economia brasileira, como saída de capital, prejuízos para o comércio exterior e redução do crescimento econômico.

Especialistas consultados pela agência de notícias Reuters afirmaram ser difícil fazer previsões quantitativas sobre esse cenário, mas foram unânimes ao afirmar que as consequências poderiam ser desastrosas, incluindo para os mercados financeiros, diante do perfil impulsivo e imprevisível de Trump, que já falou que tomaria diversas ações radicais se chegar à Casa Branca.

“Já a partir de 2017 o crescimento brasileiro seria abalado porque o Brasil seria atingindo por vários canais. Além do menor crescimento dos Estados Unidos, a China deve desacelerar e a confiança seria abalada”, afirmou a economista e sócia da consultoria Tendências, Alessandra Ribeiro.

O risco de vitória de Trump tinha ficado para trás até que há dez dias o FBI avisou o Congresso dos EUA sobre nova investigação de e-mails da candidata democrata Hillary Clinton relacionados com o uso de um servidor pessoal quando era secretária de Estado, acirrando novamente a disputa.

Com esses temores, o Brasil poderia ter maior dificuldade no processo de ajuste fiscal, por conta do baque econômico que o mundo sofreria.

Com Trump na Presidência, os EUA devem crescer menos no ano que vem, puxando para baixo o mundo e dificultando a recuperação esperada para a economia brasileira e, consequentemente, gerando menos receitas.

Em 2017, os analistas esperam leve avanço para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, de 1,2%, segundo o relatório semanal do Banco Central, que ouve uma centena de economistas. Para 2016, espera-se retração de 3,31%.

Outro efeito seria o comércio mundial. Trump já deixou claro que poderia tornar a economia norte-americana mais fechada, criando mal-estar ao afirmar que quer expulsar imigrantes ilegais do pais, notadamente latinos.

“A eleição do Trump teria um impacto sobre o comércio mundial como um todo. A cotação das commodities deve cair e o Brasil teria mais dificuldade para exportar manufaturados”, afirmou o presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), José Augusto de Castro.

Do total exportado pela economia brasileira para os Estados Unidos, 65% são de produtos manufaturados, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Os norte-americanos são o segundo maior importador do Brasil, somente atrás da China. De janeiro a outubro deste ano, o Brasil exportou US$ 18,819 bilhões, ou 12,3% do total, para os EUA.

No fim de outubro, o economista-chefe do banco Itaú, Mario Mesquita, classificou eventual vitória de Trump como “complicada” para a economia mundial. A

maior preocupação está justamente no risco de o republicano optar por fechar a economia norte-americana, o que dificultaria a recuperação do já combalido comércio internacional.

“Os poderes do presidente dos Estados Unidos são muito assimétricos. Para abrir a economia, ele precisa do apoio do Congresso, mas, para fechar, ele pode decidir de forma autocrática”, disse Mesquita.

Aversão ao risco

A eventual ida de Trump para a Casa Branca também significaria forte mudança na procura por aplicações financeiras, com a procura pelos menos arriscados, como ouro e iene e, consequentemente, com prejuízo para os países emergentes como o Brasil.

Geraria, segundo especialistas, uma onda de aversão ao risco que poderia causar correção de alta do dólar ante o real e nos contratos de DIs e recuo da Bolsa de Valores.

Não há quem arrisque o tamanho da correção caso Trump vença. “Não dá para arriscar como o mercado de fato vai ficar. Haverá corrida por proteção, mas a pressão pode diminuir à medida que forem sendo conhecidas as intenções dele [Trump] e o que ele vai de fato fazer ou conseguir fazer”, avaliou o economista-chefe da corretora Infinity Asset, Jason Vieira.

As mais recentes pesquisas de intenção de voto, divulgadas nesta segunda-feira (7), mostraram que Hillary abriu alguma vantagem sobre Trump. Além disso, a democrata recebeu um impulso com o anúncio do FBI de que não vai haver acusações formais contra ela em uma investigação sobre seus emails.

Apesar da melhora nas pesquisas para Hillary, uma vitória de Trump não pode ser descartada e suas consequências ainda não foram devidamente calculadas. “O mercado ainda não precificou uma vitória de Trump”, resumiu o economista-chefe da corretora Gradual Investimento, André Perfeito.

Portal Uol

Segurança

Polícia Militar recupera mais de 400 veículos com registro de roubo em Mossoró

 400 VEÍCULOS COM REGISTRO DE ROUBO EM MOSSORÓ

400 VEÍCULOS COM REGISTRO DE ROUBO EM MOSSORÓ

A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), por meio do Comando do Policiamento Regional I (CPR I) da Polícia Militar, divulgou nesta segunda-feira (7) o relatório das atividades realizadas de janeiro a outubro de 2016, na cidade de Mossoró, região Oeste do Estado. Ao todo 357 pessoas foram conduzidas à delegacia por delitos praticados no município, entre eles 139 por furtos e roubos, 87 por porte de ilegal de arma de fogo, 38 por consumo e tráfico de drogas, entre outros.
Neste período a Polícia Militar, por meio do 2º BPM e 12º BPM, recuperou 438 veículos, sendo 363 motocicletas e 75 carros, além da apreensão de 111 armas de fogo, sendo 41 revólveres calibre 38.
Também foi apreendida, de janeiro a outubro deste ano, em ações conjuntas com a Polícia Civil, mais de uma tonelada de drogas, entre crack, maconha, cocaína e outras substâncias.
Somente no mês de outubro, o Comando do Policiamento Regional I (CPR I) da Polícia Militar, recuperou 47 veículos, sendo 36 motos e 11 carros, prendeu 36 suspeitos de crimes e apreendeu 11 armas de fogo.

Jurídico

Cármen Lúcia diz que sentenças que dão acesso a remédios são parte da democracia

 A PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL, CÁRMEN LÚCIA, REBATEU HOJE (7) AS RECLAMAÇÕES SOBRE A CHAMADA JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE.

A PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL, CÁRMEN LÚCIA, REBATEU HOJE (7) AS RECLAMAÇÕES SOBRE A CHAMADA JUDICIALIZAÇÃO DA SAÚDE.

A presidente do Supremo Tribunal, Cármen Lúcia, rebateu hoje (7) as reclamações sobre a chamada judicialização da saúde. Para ela, que também preside o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as sentenças que garantem acesso a tratamentos e medicamentos fazem parte do processo de democratização da sociedade brasileira.

“Há uma democratização da sociedade brasileira. O cidadão brasileiro que morria até pelo menos a década de 1980, antes dessa Constituição, não sabia que ele tinha direito à saúde, que podia reivindicar. Hoje ele sabe e vai à luta, porque a democracia voltou ao Brasil. Graças a Deus!”, disse ao participar da abertura das oficinas para juízes sobre saúde. A capacitação, parte do termo de cooperação entre o CNJ e o Ministério da Saúde, ocorre no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.

Além de promover o encontro, o hospital vai, em conjunto com o CNJ, criar um banco de dados com informações técnicas para subsidiar os magistrados. As informações também poderão ser usadas pelos núcleos de apoio criados para atender juízes e desembargadores que precisarem decidir sobre questões envolvendo o Sistema Único de Saúde (SUS).

Custos

Os gastos elevados com tratamentos determinados pela Justiça são uma preocupação do governo federal e das administrações estaduais. Segundo o Ministério da Saúde, o SUS terá de arcar com R$ 7 bilhões neste ano. “A sentença não cria um dinheiro novo, ela desloca um que já existe”, reclama o ministro da pasta, Ricardo Barros, destacando que as decisões dificultam o planejamento da administração dos recursos.

Para Cármen Lúcia, entretanto, os juízes devem agir independentemente dessas pressões. “Eu sou juíza, não sou ministra da Fazenda. Não desconheço a responsabilidade dele. Eu não sou ministra da Saúde. Eu sou juíza, eu tenho a Constituição, que diz que é garantido o direito à saúde. Eu estudo que a medicina pode oferecer uma alternativa para essa pessoa viver com dignidade. Convenhamos, a dor tem pressa”, acrescentou durante a abertura do encontro.

A parceria de apoio técnico vai, segundo a presidente do STF, minimizar os problemas de compatibilidade entre o atendimento coletivo e as demandas urgentes individuais. “O que nós estamos trabalhando é, com a criação desses núcleos, oferecer condições para imediatamente decidir com a informação precisa de médicos”, ressaltou a presidente.

A falta desse tipo de informação técnica deixa, de acordo com ela, os magistrados sem base para tomar as decisões. “Os juízes, muitas vezes, decidem sem saber exatamente se aquele era o medicamento que era necessário. Se não tinha outro ou outro tratamento. Porque a nossa especialidade não é essa”, acrescentou.

Fraudes

Tanto o ministro da Saúde quanto o secretário estadual de Saúde de São Paulo, David Uip, comentaram ainda sobre as fraudes envolvendo as decisões judiciais.

“Em um daqueles medicamentos [de alto custo], os dez mais demandados, 80% das demandas estão em único escritório de advocacia”, enfatizou o ministro.

Ele evitou, entretanto, dizer que o caso indicava uma fraude. “Isso quer dizer que há uma articulação para a busca ativa dos casos que procuraram ser atendidos. São tratamentos que custam R$ 1,3 milhão por ano, por paciente. Obviamente, existe através das associações de pessoas que demandam à Justiça uma articulação com alguns escritórios que buscam um nicho de atendimento”, disse sobre o caso.

O Ministério da Saúde está, segundo Barros, trabalhando para identificar fraudes nesse tipo de determinação judicial. “Estou verificando todo o processo da formação da decisão judicial. E depois nós vamos na ponta verificar em cada residência, ver se a pessoa está de fato consumindo aquele medicamento adequadamente”, detalhou.

O governo de São Paulo assinou hoje um termo de cooperação com o Ministério Público estadual para apurar irregularidades em decisões judiciais que envolvem tratamentos de alto custo. “Sigilosamente, nos casos que nós entendermos que há corrupção, o Ministério Público vai nos auxiliar”, disse Uip após relatar que já foram identificados, no estado, casos de compra de medicamentos sem necessidade.

Portal Agência Brasil