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Geral

Morre, aos 103 anos, o empresário Wober Lopes Pinheiro, pai do ex-deputado Wober Júnior

NÃO ABRIA MÃO DE EXERCER, NOS PERÍODOS ELEITORAIS, O DIREITO DO VOTO

WOBER LOPES NÃO ABRIA MÃO DE EXERCER, NOS PERÍODOS ELEITORAIS, O DIREITO DO VOTO

Aos 103 anos, faleceu no início da madrugada de hoje o empresário aposentado Wober Lopes Pinheiro, que durante muito tempo se destacou no ramo farmacêutico, atuando no bairro do Alecrim, onde, no passado distante, montou a primeira das várias farmácias que conquistou ao longo da vida empresarial.

Apesar da idade avançada, Wober Lopes, pai do presidente regional do PPS, ex-deputado Wober Júnior, levava uma vida relativamente saudável e ainda residia no tradicional casarão da família, na Avenida Alexandrino de Alencar, sob os cuidados dos filhos, em especial da filha Gorete.

 Apesar da idade secular, Wober Lopes tinha um aguçado sentimento de cidadania – não abria mão de exercer, nos períodos eleitorais, o direito do voto. Diante disso, tornou-se tradição os filhos Wober Junior e Gorete, levá-lo, junto com amigos, até a cabine eleitoral.

 Este ano, a secção eleitoral do Colégio Maristela ficará mais triste, pois não contará com a sua presença, que sempre cativava mesários, fiscais e os demais envolvidos no processo eleitoral naquele local.

 O patriarca da família Lopes Pinheiro nasceu no Acre, em Etelvi, dentro de um seringal, justamente na época em que brasileiros lutavam contra bolivianos para a conquista do território acreano.

Ele, em 1915, mudou-se para o Rio Grande do Norte  e ainda criança vendia cocadas na feira de Lages para ajudar no sustento da família.

 Até o momento, a família não divulgou o local e horário do velório e do posterior enterro do empresário.

 Outras informações em instantes.


Economia

Governo vai propor aposentadoria aos 65 anos para homens e mulheres

 A PROPOSTA DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL JÁ ESTÁ PRONTA E CABERÁ A TEMER DECIDIR QUANDO ENVIAR PARA O CONGRESSO NACIONAL.A PROPOSTA DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL JÁ ESTÁ PRONTA E CABERÁ A TEMER DECIDIR QUANDO ENVIAR PARA O CONGRESSO NACIONAL.

O governo do presidente Michel Temer vai propor a implantação de uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria tanto para homens como para mulheres. A proposta de reforma da Previdência Social já está pronta e caberá a Temer decidir quando enviar para o Congresso Nacional.

Pela proposta, tanto os servidores públicos quando os trabalhadores da iniciativa privada só poderão se aposentar aos 65 anos de idade. A nova regra só valerá, caso aprovada pelo Congresso, para os trabalhadores com menos de 50 anos.

Quem tem mais de 50 anos, ficaria submetido ao regime atual, mas teria de pagar um “pedágio” proporcional ao tempo que falta para a aposentadoria.

De acordo com o texto, mulheres e professores teriam um tratamento diferenciado.

Para eles, a idade de transição não seria de 50 anos, mas 45. Ou seja, a regra valerá para aqueles que ainda não completaram 45 anos.

O tempo de contribuição, pela proposta, teria peso para o valor do benefício.

Como é atualmente
Atualmente, não há idade mínima para aposentadoria.

Para receber a aposentadoria integral, o homem tem de ter contribuído com a Previdência por 35 anos ou a soma de sua idade mais o tempo de contribuição tem de ser 95 anos.

No caso das mulheres, são 30 anos de contribuição ou 85 anos, se somados o tempo de contribuição e a idade.

Governo explica

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, explicou ao Jornal Nacional que o ponto de partida do governo é convencer a sociedade da urgência da reforma previdenciária. Segundo o governo, o déficit da Previdência é crescente e deve chegar a R$ 200 bilhões em 2017.

“A gente, quando tem dúvida, veja como o mundo resolveu essas questões. O mundo resolveu com a idade mínima. O Brasil não vai querer ser o ‘Joãozinho’ do passo certo. Também vai resolver com idade mínima, porém nós não vamos criar esse sistema agora”, explicou Padilha.

“No primeiro sistema previdenciário de 1934 do governo do presidente [Getúlio] Vargas, a idade mínima era 65 anos e lá a expectativa de vida era 37 anos. Hoje, nós queremos os mesmos 65 com uma expectativa de vida de 78 anos. […] A capacidade da União pra poder fazer essa reposição, ela está no limite. Nós temos que encontrar uma forma de estabilizar num primeiro momento e depois cair essa responsabilidade”, disse.

TV Globo Brasilia

Política

PSDB, DEM e PPS entrarão no STF contra manutenção de direitos políticos de Dilma

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), anunciou que o partido voltou atrás e decidiu ingressar com um mandado de segurança coletivo no Supremo Tribunal Federal contra a divisão da votação do impeachment da presidenta afastada Dilma Rousseff na quarta (31). O instrumento jurídico será assinado também pelo DEM e pelo PPS e deve ser apresentado hoj1 (2).

Ontem, os senadores dividiram a votação do julgamento de Dilma em duas partes. Na primeira, condenaram a presidenta por crime de responsabilidade à perda do mandato. Na segunda, rejeitaram a sanção de perda da função pública por oito anos, permitindo que Dilma volte a atuar no setor público, inclusive como gestora, se for o caso.

Para os senadores tucanos, a segunda decisão do Senado não poderia ter sido aprovada, uma vez que a sanção de perda da função pública faz parte da condenação no impeachment. No entanto, ontem, segundo Cunha Lima, o PSDB e o DEM tinham entendido que a vitória maior tinha sido conquistada com o afastamento definitivo de Dilma e tinham decidido não questionar a segunda votação no STF.

Brasília - O senador Cassio Cunha Lima, fala durante o quinto dia de julgamento final do processo de impeachment da presidenta afastada, Dilma Rousseff, no Senado (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

CASSIO CUNHA LIMA, LÍDER DO PSDB NO SENADO, DISSE QUE OS SENADORES MUDARAM DE POSIÇÃO DEPOIS QUE O PT ACIONOU A SUPREMA CORTE QUESTIONANDO TODO O JULGAMENTO. (FOTO: FABIO RODRIGUES POZZEBOM)

No entanto, os senadores mudaram de posição depois que o PT acionou a Suprema Corte questionando todo o julgamento e pedindo sua nulidade. Para Cunha Lima, se tornou necessário que o questionamento apenas à segunda parte da votação seja apresentado para que o Judiciário possa apreciar essa questão separadamente e não corra o risco de anular tudo.

“Ontem, no calor, na emoção, a sensação primeira que foi predominante no partido foi de termos uma postura de serenidade, não transformar uma vitória em uma derrota e dar uma contribuição para uma estabilidade maior no país. Mas, diante dessa ação do PT, acreditamos que seja o caminho correto entrar com a ação para que essa parte da decisão, que está equivocada, possa ser revista”, explicou o líder.

Relação com PMDB

O líder tucano também não escondeu o desconforto do PSDB com o protagonismo do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no movimento para livrar Dilma da sanção de perda da função pública. Para ele, “ficou claro” que um acordo foi feito “às escondidas”, sem que os senadores tucanos tivessem conhecimento.

“O que aconteceu ontem é algo que nós vamos superar, mas não é algo que nos agrade. É óbvio que com maturidade, experiência e sobretudo com a gravidade da crise que o Brasil vive, nós não vamos colocar mais lenha na fogueira. Após a volta do senador Renan Calheiros da China, nós teremos uma conversa com ele. Não se faz política com bola nas costas, não se faz política com atitudes como a que aconteceu no julgamento do impeachment”, disse.

Na opinião de Cunha Lima, Renan desequilibrou o julgamento quando fez um encaminhamento inesperado a favor da ex-presidente na segunda votação. Para ele, o PSDB se expôs ao longo de toda a votação e foi surpreendido negativamente pelo PMDB.

“Nós não podemos atribuir ao governo esta ação, mas sim ao próprio presidente Renan Calheiros que encaminhou a votação. Ele esteve esse tempo todo distante do processo, numa posição de prudência, mas depois dos encaminhamentos já terem ocorrido, ele fez um terceiro encaminhamento. Inclusive, desequilibrando. Porque foram dois a favor, dois contra e aí veio o presidente Renan, que usou suas prerrogativas de presidente e encaminhou o voto. Ele pediu explicitamente o voto não. Mas não vamos fazer disso um cavalo de batalha, o Brasil está acima disso”, disse.

Cunha Lima espera que, ao voltar da China, o próprio presidente Michel Temer trate do assunto com seus colegas de partido e outros partidos da base.

Agência Brasil

Esporte

Ação de bombeiro potiguar é destaque em programa nacional

 O CATADOR DE LIXO ISAQUE SANTOS FRANCISCO ENTROU EM UM ESTÁDIO PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA.(FOTO: ARQUIVO PESSOAL)

O CATADOR DE LIXO ISAQUE SANTOS FRANCISCO ENTROU EM UM ESTÁDIO PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA.(FOTO: ARQUIVO PESSOAL)

A prova dos 200m dos Jogos Olímpicos do Rio, realizada no dia 17 de agosto de 2016, no Engenhão, e que terminou com mais uma vitória do jamaicano Usain Bolt, foi marcante para os presentes no local. Porém, uma pessoa viveu um momento ainda mais especial. O catador de lixo Isaque Santos Francisco entrou em um estádio pela primeira vez na vida. Tudo graças a uma boa ação de um bombeiro potiguar.
Na capital carioca desde março para trabalhar pela Força Nacional na segurança dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o soldado Gildson Canuto, de 35 anos – que atua no Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte – resolveu aproveitar o dia de folga para ir ao Engenhão acompanhar a competição. Inicialmente a companhia dele seriam apenas amigos da Força Nacional, mas um imprevisto acabou mudando tudo.
“Um dos militares da Força Nacional que iria para o evento acabou tendo outro compromisso e não teve como ir e me deu o ingresso para que eu pudesse utiliza-lo da melhor maneira”, recorda Gildson. A ideia inicial seria encontrar algum outro integrante da Força Nacional que não tivesse ingresso nos arredores do estádio, entretanto a situação mudou quando Canuto viu uma cena que chamou atenção. “Quando estava chegando ao estádio, vi uma pessoa agachada filmando um catador de lixo. Quando me aproximei, escutei a história dele. Ele falando que tinha muita vontade de assistir o Usain Bolt”, relembrou o soldado.
O homem agachado era um jornalista francês e o catador de lixo era Isaque Santos Francisco, que nem imaginava que aquela noite teria um destino bem diferente do que as costumeiras voltas para casa após mais um dia de trabalho nas ruas.
Acompanhado dos militares da Força Nacional, entre eles a capitã do Corpo de Bombeiros do Tocantins, Daniela Tavares, o soldado Gildson Canuto não teve dúvidas do que deveria fazer. “Disse para a Daniela que deveríamos dar os ingressos para ele (Isaque). Ela aceitou e então entregamos. O Isaque parecia nem acreditar no que estava acontecendo”, afirmou o bombeiro do Rio Grande do Norte.
Inicialmente, a preocupação de Isaque era onde ele iria deixar o saco com os produtos que havia conseguido naquele dia. Após algumas recusas, uma senhora que mora nas redondezas do Engenhão, tocada com a história, aceitou guardar tudo. Depois disso, veio outro momento difícil: o preconceito.
“A ideia era entregar o ingresso e deixar o Isaque seguir sozinho. Mas logo percebemos que ele não conseguiria, então decidimos acompanha-lo até dentro do estádio. No caminho, percebemos que as pessoas estranharam a presença do Isaque. Algumas perguntavam o que ele estava fazendo ali. Nós respondíamos que ele tinha ingresso e que iria assistir as provas. No final, conseguimos entrar sem maiores problemas”.
A emoção de Isaque durante a prova foi toda registrada em vídeo, feito pelo próprio bombeiro. As imagens, inclusive, foram destaques em um dos programas esportivos de maior audiência do Brasil no último domingo. Apesar de repercussão positiva e dos ‘momentos de fama’, o soldado Canuto espera apenas que o gesto motive a ajuda entre as pessoas.
“Recebi muitas mensagens de amigos e familiares elogiando o gesto. Eu sabia que aquela atitude não iria mudar a vida do Isaque, mas sei que naquela noite fiz o que eu podia para que ele tivesse aquele momento de alegria e realizar o sonho de assistir o Bolt. Que isso sirva de exemplo para que as pessoas se ajudem, seja com palavras ou com gestos”.