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Polícia

Operação TATU prende quadrilha de explosão a caixas eletrônicos no RN

FORAM APREENDIDOS DURANTE A OPERAÇÃO: ARMAS DE FOGO DE USO RESTRITO, MUNIÇÕES, EXPLOSIVOS, DINHEIRO, COLETES BALÍSTICOS, GRAMPOS, BLUSÕES, COTURNOS E ATÉ GARRAFAS DE UÍSQUE (FOTO: POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO)

FORAM APREENDIDOS DURANTE A OPERAÇÃO: ARMAS DE FOGO DE USO RESTRITO, MUNIÇÕES, EXPLOSIVOS, DINHEIRO, COLETES BALÍSTICOS, GRAMPOS, BLUSÕES, COTURNOS E ATÉ GARRAFAS DE UÍSQUE (FOTO: POLÍCIA CIVIL/DIVULGAÇÃO)

Uma investigação realizada pela Delegacia de Polícia Civil de Pendências, cidade distante 200 quilômetros de Natal, resultou nesta quarta-feira (9) na prisão de cinco homens suspeitos de participarem de uma quadrilha especializada em explosão de caixas eletrônicos.

A operação foi batizada de ‘TATU’. Um deles, um fugitivo da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, foi preso em Natal por agentes da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor); os demais, na própria cidade de Pendências – entre eles, um idoso de 77 anos.

Segundo a Polícia Civil, a operação também contou com apoio da Polícia Militar e de agentes da Polícia Federal. “O intuito foi combater o crime organizado na região. Investigações apontam que a associação criminosa é responsável por furtos nas agências dos Correios dos municípios de Pendências, Campo Grande, Afonso Bezerra, além de explosões a caixas eletrônicos nas cidades do Alto do Rodrigues e Ipanguaçu”, ressaltou.

“Ainda nesta quarta, a Delegacia de Pendências informou à DEICOR que um dos integrantes do grupo, de nome Jariedson Bezerra de Moura, estava em Natal. Jariedson, que é suspeito de envolvimento em explosões a caixas eletrônicos e cofres das agências dos Correios, usava como base criminosa o município de Pendências. Jariedson foi preso pelos policiais da Deicor”, detalhou o delegado de Pendências, Thyago Batista.

Além das prisões, os policiais também apreenderam armas e instrumentos utilizados no arrombamento de terminais. Em uma propriedade rural, localizada no distrito de Mulungu, na zona rural de Pendências, foram encontrados enterrados em diferentes pontos armas de fogo de uso restrito, munições, coletes balísticos, grampos, blusões, coturno, dinheiro e várias garrafas de uísque. Já em um sítio na comunidade de Olho D’água do Matos, em Assu, foram encontrados armas de uso restrito, munições, explosivos, coletes balísticos, balaclavas, luvas, blusões, rádio, pé de cabra, marreta e dinheiro.

O nome da operação é a sigla para Técnicas Avançadas de Trabalho Unido – uma alusão à integração entre as polícias Civil, Militar e Federal no combate ao crime organizado.

Segunda quadrilha
Neste mês, esta é a segunda quadrilha detida pela Polícia Civil apontada como responsável por arrombamentos de terminais eletrônicos e cofres de agências dos Correios no Rio Grande do Norte. No dia 3, cinco homens e uma mulher foram presos em Natal e Parnamirim, e bananas de dinamite (já prontas para serem usadas em explosões), maçaricos e R$ 10 mil apreendidos com o grupo.

G1 RN


Internacional

Carta de Nixon em 1987 ‘prevê’ a vitória de Trump

PRESIDENTE DOS EUA RICHARD NIXON SOBE EM PLATAFORMA PARA OBSERVAR O LADO COMUNISTA DE BERLIM POR CIMA DO MURO, EM FOTO DE FEVEREIRO DE 1969. ATRÁS DELE, O CHANCELER ALEMÃO KURT KIESINGER (FOTO: AP/ARQUIVO)

PRESIDENTE DOS EUA RICHARD NIXON SOBE EM PLATAFORMA PARA OBSERVAR O LADO COMUNISTA DE BERLIM POR CIMA DO MURO, EM FOTO DE FEVEREIRO DE 1969. ATRÁS DELE, O CHANCELER ALEMÃO KURT KIESINGER (FOTO: AP/ARQUIVO)

Uma carta escrita em 1987 pelo então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, e endereçada ao empresário Donald Trump vem despertando curiosidade, especialmente após a eleição do republicano, na quarta-feira, para a Presidência do país. Nela, Nixon “prevê” a vitória de Trump.

A carta, de apenas dois parágrafos, foi enviada pelo biógrafo do empresário, Michael D’Antonio, ao jornal americano The New York Times quando preparava um livro sobre o bilionário – que pensava em intitular de Never Enough (‘Nunca o bastante’, em tradução livre), mas acabou batizada de The Truth About Trump (‘A verdade sobre Trump’).

A missiva foi escrita depois da participação de Trump – que, aos 41 anos na época, já era um destacado empresário do setor imobiliário – como entrevistado de um programa de televisão.

“Querido Donald. Não vi o programa, mas minha esposa [Patty Nixon] me disse que você foi fantástico no programa de Phil Donahue [famoso apresentador de talk-show]”, escreve Nixon.

“Como você pode imaginar, ela é uma especialista em política e prevê que no dia em que você quiser concorrer à presidência dos Estados Unidos será o vencedor”, completa.

Nixon renunciou ao cargo em 9 de agosto de 1974 em meio ao escândalo de Watergate. Ele havia sido reeleito no ano anterior.

O caso Watergate, inicialmente denunciado pelo jornal americano The Washington Post, revelou as ligações entre o republicano Nixon e um esquema ilegal de instalação de escutas no escritório do Comitê Nacional Democrata, no Complexo Watergate, em Washington.

 RICHARD NIXON ESCREVEU CARTA A DONALD TRUMP EM 1987 (FOTO: REPRODUÇÃO/ BBC)

RICHARD NIXON ESCREVEU CARTA A DONALD TRUMP EM 1987 (FOTO: REPRODUÇÃO/ BBC)


Política

PF deflagra 36ª fase da Lava Jato e mira dois suspeitos de lavagem

 O EMPRESÁRIO ADIR ASSAD JÁ ESTAVA PRESO E TEVE UM NOVO MANDADO EXPEDIDO (FOTO: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO)

O EMPRESÁRIO ADIR ASSAD JÁ ESTAVA PRESO E TEVE UM NOVO MANDADO EXPEDIDO (FOTO: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO)

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) a 36ª fase da Operação Lava Jato em cidades do Paraná, São Paulo e Ceará. Batizada de Operação Dragão, a ação apura a lavagem de R$ 50 milhões para empresas já investigadas. São cumpridos 18 mandados judiciais, sendo 16 de busca e apreensão e dois de prisão preventiva (sem prazo determinado).

O empresário e lobista Adir Assad, que já está preso na carceragem da PF, em Curitiba, é um dos alvos dos mandados de prisão. O outro é o advogado Rodrigo Tacla Duran, segundo o Ministério Público Federal (MPF). Ele está no exterior e não havia sido preso até as 8h23. Segundo o MPF, a dupla é responsável pela lavagem de dinheiro.

Na prática, com o novo mandado de prisão preventiva, Adir Assad terá mais dificuldades para ficar em liberdade. Como há outras novas acusações sobre ele, é menor a chance de a Justiça lhe conceder um habeas corpus, por exemplo.

Os mandados de busca estão sendo cumpridos em Jaguaruana, no Ceará; Barueri, Santana de Parnaíba e capital de São Paulo; e em Curitiba e em Londrina, no Paraná.

Segundo a PF, um dos mandados de busca está sendo cumprido na Concessionária Econorte, em Londrina; e outro, em Curitiba, na Construtora Triunfo.

Adir Assad foi condenado na Lava Jato a 9 anos e 10 meses de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Ele foi preso pela primeira vez na operação em março de 2015, na 10ª fase. No entanto, em dezembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu prisão domiciliar a ele. Posteriormente, no dia 19 de agosto deste ano, o juiz Sérgio Moro determinou que Adir Assad voltasse à prisão.

Investigações
Segundo o MPF, as investigações apontaram diversas evidências de que os operadores usaram mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro, entre eles o uso de contas bancárias em nome de offshores no exterior, a interposição de empresas de fachada e a celebração de contratos falsos.

Rodrigo Tacla Duran foi responsável por lavar dezenas de milhões de reais por intermédio de pessoas jurídicas por ele controladas, ainda de acordo com os procuradores.

“Diversos envolvidos no caso valeram-se dessas empresas a fim de gerar recursos para realizar pagamentos de propina, como a UTC Engenharia e a Mendes Júnior Trading Engenharia, que repassaram, respectivamente, R$ 9.104.000,00 e R$ 25.500.000,00 ao operador financeiro entre 2011 e 2013. No mesmo período, outras empresas contratadas pela administração pública também realizaram depósitos de mais de R$ 18 milhões com o mesmo destino”, disse o MPF.

As investigações da força-tarefa da Lava Jato também comprovaram que Adir Assad repassou R$ 24.310.320,37 para Rodrigo Tacla Duran. “No mesmo sentido, empresas ligadas a outro operador, Ivan Orefice Carratu, pessoa ligada a Duran, receberam de Adir Assad a quantia de R$ 2.905.760,10”, disseram os procuradores.

Entre os crimes investigados estão corrupção, manutenção não declarada de valores no exterior e lavagem de dinheiro.

O nome dado à operação “é uma referência aos registros na contabilidade de um dos investigados que chamava de “operação dragão” os negócios fechados com parte do grupo criminoso para disponibilizar recursos ilegais no Brasil a partir de pagamentos realizados no exterior”, disse a PF.

O que dizem as defesas
O advogado de Adir Assad, Miguel Pereira Neto, disse que vai se pronunciar sobre o caso mais tarde. “Nós estamos na fase de ciência do caso, de tomar conhecimento. Foi mandado não só de prisão, mas também de busca e apreensão. Então, na verdade, nós teremos condições de nos manifestar de maneira mais eficaz quando tomarmos conhecimento pleno do processo”, disse.

A Triunfo Econorte informa que desconhece qualquer ligação entre a empresa e a operação, e informa também que está colaborando com as autoridades para o andamento dos trabalhos. Ao G1, a assessoria de imprensa disse que a Econorte e a Triunfo são duas empresas  independentes, mas que tem origem a partir dos mesmos colaboradores.

O G1 tenta contato com a defesa de Rodrigo Tacla e da Construtora Triunfo.

35ª fase
O ex-ministro Antônio Palloci foi preso na penúltima fase da operação, batizada de Omertà. Também foram presos o ex-secretário da Casa Civil Juscelino Antônio Dourado e Branislav Kontic, que atuou como assessor do ex-ministro em 2006. Palocci e Branislav tiveram a prisão temporária convertida em preventiva pelo juiz Sérgio Moro e permanecem presos. Já Juscelino Dourado, foi liberado após o término do prazo da prisão temporária.

A Omertà apura a relação entre o Grupo Odebrechet e o ex-ministro Palocci. Segundo o MPF, há evidências de que Palocci e Branislav receberam propina para atuar em favor da empreiteira, entre 2006 e o final de 2013, interferindo em decisões tomadas pelo governo federal.

G1 PR

Polícia

Operação entre as polícias do RN e PB detém quatro suspeitos de roubos e tráfico de drogas em Nova Cruz

MATERIAL APREENDIDO NA OPERAÇÃO.

MATERIAL APREENDIDO NA OPERAÇÃO.

Policiais do 8º Batalhão de Polícia Militar (8º BPM) e conjunto com policiais do estado da Paraíba detiveram na noite desta terça-feira (8), no bairro Cidade do Sol, em Nova Cruz, Wilson Bernardino de Oliveira, de 19 anos, e uma adolescente de 17 anos, suspeitos de realizarem um roubo a um estabelecimento comercial na Paraíba. Ambos foram reconhecidos pelas vítimas e conduzidos à Delegacia de Polícia da cidade de Guarabira (PB) para os procedimentos.

Durante diligências, a Polícia Militar também prendeu Rodrigo Lemos da Silva, de 23 anos, que já cumpriu pena por estupro de vulnerável, e estava de posse de 1,5kg de maconha e José Lemos da Silva, de 18 anos, com certa quantidade de trouxas de maconha já pronta para venda e dinheiro fracionado, bem como vários óculos e celulares de procedências duvidosas. José Lemos também é suspeito de roubo a uma padaria da região. Estes dois foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Nova Cruz para a lavratura dos flagrantes.