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Polícia

Operação da PF combate fraude em licitações de órgãos públicos no RN

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CERCA DE 54 POLICIAIS FEDERAIS ESTÃO CUMPRINDO 12 MANDADOS JUDICIAIS DE BUSCA E APREENSÃO. (DIVULGAÇÃO/PF)

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (23/9) em Natal e São José de Mipibu, Região Metropolitana, a operação TRÊS É DEMAIS destinada a apurar fraudes em licitações realizadas por autarquias e órgãos públicos federais quando da contratação de mão de obra terceirizada.

Cerca de 54 policiais federais estão cumprindo 12 mandados judiciais de busca e apreensão.

Na ação, a PF busca apurar o cometimento de crimes de falsificação e de uso de documento falso, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

No decorrer da investigação, iniciada há 4 anos, verificou-se que um principal suspeito controlava diversas empresas sendo o fato ocultado pela participação de “laranjas”, o que permitia que ele as utilizasse para participar de inúmeros processos licitatórios, simulando, assim, a existência de uma disputa que, na verdade, era fictícia.

Durante a investigação, não foram encontrados indícios da participação de servidores públicos nas supostas ações criminosas.

A PF não concederá entrevista coletiva.

(*) Três é demais faz referência a um conhecido adágio popular e se ampara no fato de que esse mesmo tipo de crime, em anos anteriores, já havia sido combatido através de duas outras operações realizadas pela PF no RN.


Política

Não houve irregularidade da PF em operação que prendeu Mantega, diz ministro

MINISTRO ALEXANDRE MORAES: "NÃO HOUVE NENHUMA IRREGULARIDADE NO CUMPRIMENTO DA PRISÃO PORQUE FOI SOLICITADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.”

MINISTRO ALEXANDRE MORAES: “NÃO HOUVE NENHUMA IRREGULARIDADE NO CUMPRIMENTO DA PRISÃO PORQUE FOI SOLICITADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.”

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que a Polícia Federal não agiu irregularmente no cumprimento do pedido de prisão do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, ocorrida nesta quinta-feira (22), e afirmou que o episódio não gera nenhum desgaste para a Operação Lava Jato.

Ao deflagrar nesta manhã a 34ª fase da operação, o juiz federal Sérgio Moro decretou a prisão temporária de Mantega junto com outras ordens de busca e apreensão. Quando chegaram à casa do ex-ministro, em São Paulo, porém, os policiais federais descobriram que ele estava no Hospital Albert Einstein acompanhando a esposa nos preparativos de uma cirurgia, e foram até o saguão do hospital se encontrar com ele.

“Não houve nenhuma irregularidade no cumprimento da prisão porque foi solicitada pelo Ministério Público Federal. Houve decretação da prisão pelo Poder Judiciário, pelo juiz Sérgio Moro. Como em toda operação, endereços conhecidos são passados à PF, que foi a esses endereços. Ao não localizar, a PF entrou em contato, foi o próprio ex-ministro que informou o local [do hospital], e disse que desceria até a recepção encontrar”, informou Alexandre de Moraes.

A prisão de Mantega no hospital foi criticada. A esposa dele está tratando um câncer.

No início da tarde, o juiz federal Sérgio Moro mandou soltar o ex-ministro. Ele afirmou que, diante do quadro de saúde da esposa do ex-ministro e como as buscas e apreensões de documentos nos endereços residenciais e comerciais dos investigados já foram feitas, não há mais a necessidade de mantê-lo detido, já que ele não pode mais interferir na coleta de provas.

De acordo com o ministro da Justiça, o que os policiais fizeram foi apenas cumprir a determinação judicial, e, após tomarem conhecimento do fato, se dirigiram ao Albert Einstein em carro descaracterizado. Ele lembrou que o juiz reafirma a legalidade da decisão no mandado de soltura, mas ressaltou que nem ele nem os procuradores do Ministério Público sabiam da situação em que se encontrava a esposa do ex-ministro.

“Não acredito que crie nenhum desgaste [à Operação Lava Jato], até porque o fato superveniente foi essa questão humanitária. Assim que foi levado em consideração pelo juiz Sérgio Moro, ele determinou a revogação da prisão. O fato era desconhecido anteriormente”, afirmou Moraes.

Agência Brasil

Política

Lula: Moro e força-tarefa da Lava Jato sabiam de cirurgia de mulher de Mantega

 NO RECIFE, LULA SEGUIU, JUNTO COM POLÍTICOS E SINDICALISTAS, ATÉ A PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA, NO BAIRRO DE SANTO ANTÔNIO, ONDE FOI HOUVE O COMÍCIO. (FOTO: SUMAIA VILLELA)


NO RECIFE, LULA SEGUIU, JUNTO COM POLÍTICOS E SINDICALISTAS, ATÉ A PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA, ONDE FOI HOUVE O COMÍCIO. (FOTO: SUMAIA VILLELA)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de “desfaçatez” o comunicado feito pelo juiz federal Sérgio Moro de que nenhum membro da força-tarefa da Operação Lava Jato sabia que a esposa do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega enfrentaria uma cirurgia ontem (22) de manhã.

“A mulher dele [Guido] está com câncer e estava começando a cirurgia. Levaram ele para depois, na maior desfaçatez, pedir desculpa, que não sabiam que a mulher estava com câncer. Eles sabiam que a mulher estava dentro da sala de cirurgia não era para se embelezar, para fazer maquiagem, era para fazer uma cirurgia”, disse, durante comício do candidato a prefeito do Recife, João Paulo (PT), na noite de ontem.

No comício, Lula disse que o país precisa voltar à normalidade. “Democracia exige um presidente eleito, mas exige que as instituições respeitem a sociedade e que membros de instituições poderosas, do Ministério Público e da Polícia Federal, sejam pessoas de bom senso, que ajam com a maior responsabilidade”.

Guido Mantega foi detido na manhã de ontem (22), em São Paulo, durante a 34ª fase da Operação Lava Jato, por determinação do juiz federal Sérgio Moro. Mantega é acusado solicitar R$ 5 milhões ao empresário Eike Batista para quitação de dívidas de campanha do PT. A Polícia Federal investiga a relação do pedido à contratação de empresas ligadas ao empresário para a construção de duas plataformas de exploração de petróleo da Petrobras.

O ex-ministro foi preso pela PF no saguão do Hospital Albert Einstein, na capital paulista, enquanto sua esposa, que está com câncer, se preparava para uma cirurgia. Horas depois, Sérgio Moro revogou a prisão temporária de Mantega. O juiz argumentou que, como as apreensões de documentos nos endereços dos investigados foram cumpridas, não havia necessidade de mantê-lo detido. Ele disse também que as autoridades policiais ou os procuradores da República que participam da operação não sabiam que a esposa do acusado estava internada.

Críticas à Lava Jato

Durante o comício, Lula voltou a criticar os responsáveis pela força-tarefa, como fez na quarta-feira(21) em Fortaleza (CE), onde falou pela primeira vez desde que foi apresentada denúncia contra ele no âmbito da Lava Jato. Na terça-feira (20) o juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação, aceitou a acusação e o transformou em réu.

O ex-presidente garantiu que estava “tranquilo” com o processo. “Não se preocupem porque eu estou tranquilo. Eu duvido que dentro do Ministério Público, da Polícia Federal ou o próprio juiz Moro seja mais honesto do que eu”, disse.

Lula também defendeu a esposa, Marisa Letícia. “Vocês que fizeram tudo isso, que acusaram a Marisa de lavar dinheiro. O único dinheiro que a coitada lavou é o dinheiro que eu esqueço na bermuda suja”, disse. “Eu só quero que depois da devassa que fizeram, vocês aprendam a palavra ‘desculpa’ e peçam desculpa ao Lula, à dona Marisa, a nossa família”.

O ex-presidente chegou à concentração do ato político, no Parque 13 de Maio, zona central do Recife, por volta das 18h. Antes Lula estava em Natal (RN), também participando de campanha eleitoral. No Recife, Lula seguiu, junto com políticos e sindicalistas, até a Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio, onde foi houve o comício. De lá Lula seguiu para Ipojuca, cidade da Região Metropolitana do Recife, para um ato do candidato a prefeito apoiado pelo PT, Romero Sales (PTB).

Agência Brasil

Política

Ministro cobra ação do Congresso Nacional sobre propostas do governo federal

 O MINISTRO DA INDUSTRIA, COMÉRCIO EXTERIOR E SERVIÇOS, MARCOS PEREIRA, DISSE QUE O GOVERNO ATUAL SUPEROU A CRISE POLÍTICA. (FOTO: FABIO RODRIGUES)

O MINISTRO DA INDUSTRIA, COMÉRCIO EXTERIOR E SERVIÇOS, MARCOS PEREIRA, DISSE QUE O GOVERNO ATUAL SUPEROU A CRISE POLÍTICA. (FOTO: FABIO RODRIGUES)

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, defendeu na noite de ontem(22) o ajuste fiscal do governo federal e cobrou ação do Congresso Nacional durante o evento As Melhores da Dinheiro, que ocorreu na capital paulista. Para Pereira, o Congresso Nacional precisa “assumir o seu papel com coragem” e ajudar na sustentação do governo, apoiando “as propostas para o país”.

“Há duas semanas atrás aproximadamente, fui demandado por um deputado federal que me disse ‘ministro, essas medidas que o governo vai mandar para o Congresso são bastante impopulares, nós temos que avaliar como vamos votar’ e eu bati no ombro dele e disse ‘meu caro, agora é a hora de olharmos para o Brasil, nós não podemos ficar olhando para a popularidade, nem para as próximas eleições’”, disse o ministro.

Segundo Pereira, o governo atual superou a crise política e está se esforçando para recuperar a economia. “É preciso paciência, um pouco mais de paciência, porque nós iniciamos um processo grande dentro do governo de desburocratização e simplificação da administração pública”.

Agência Brasil