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Moro solta marqueteiro de Lula e Dilma

PR - PROTESTO/JUÍZES/CURITIBA - POLÍTICA - O juiz federal, Sérgio Moro, juntamente com outros juízes federais e estaduais, procuradores da República, promotores, procuradores de Justiça, delegados e servidores públicos realizam ato em frente à sede da Justiça Federal, em Curitiba (PR), na tarde desta quinta-feira (28), contra projeto que altera a Lei de Abuso de Autoridade (PL 280/2016) de autoria do presidente do senado Renan Calheiros (PMDB). 28/07/2017 - Foto: PAULO LISBOA/BRAZIL PHOTO PRESS/PAGOS

O JUIZ SÉRGIO MORO. FOTO: PAULO LISBOA/BRAZIL PHOTO PRESS/PAGOS

Juiz da Operação Lava Jato estendeu a João Santana, a quem impôs fiança de R$ 2,7 milhões, decisão que beneficiou Mônica Moura, mulher e sócia do publicitário; casal foi preso em fevereiro, na Operação Acarajé e confessou ter recebido via caixa 2 da campanha da petista

Após autorizar a soltura da publicitária Mônica Moura, o juiz da Lava Jato também aceitou o pedido e mandou soltar o marido e sócio de Mônica, João Santana. O casal de marqueteiros atuou nas últimas campanhas eleitorais de Lula (2006) e Dilma (2010 e 2014) e, para o juíz da Lava Jato, suas prisões não se mostram mais necessárias diante do avanço das ações penais contra o casal e a colaboração de ambos em esclarecer os recebimentos de valores ilícitos.

Eles foram presos preventivamente em fevereiro, na Operação Acarajé -23ª fase da Lava Jato que mirou os pagamentos que somaram US$ 4,5 milhões no exterior em uma conta secreta do casal – e atualmente respondem a duas ações penais na Lava Jato, acusados de receber recursos do “departamento de propinas” da Odebrecht no Brasil e no exterior e também de receber parte da propina que teria sido destinada ao PT no esquema de corrupção na Petrobrás.

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro no dia 21 de julho, eles alegaram que os US$ 4,5 milhões recebidos em uma conta secreta do casal na Suíça seriam referentes a uma dívida de caixa 2 da campanha de Dilma Rousseff em 2010 e afirmaram que praticamente todas as campanhas eleitorais no País envolvem caixa 2 como uma “prática de mercado”.

Estadão


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