Cidades

Militares estaduais confirmam paralisação a partir desta segunda, 17

Mesmo diante dos encontros realizados pelo Governo do Estado com representantes de policiais e bombeiros militares, praças e oficiais, para reuniões de negociação das demandas reivindicadas, não houve avanço nas propostas no tocante à atualização salarial, segundo o subtenente Eliabe Marques.

No dia 31 de maio, os militares estaduais deliberaram por unanimidade a interrupção das atividades a partir da próxima segunda-feira, dia 17. Neste dia, os policiais e bombeiros militares deverão se apresentar em frente à Governadoria, às 8h, conforme acordado pelo coletivo. A decisão foi tomada em Assembleia Geral Unificada com a presença de praças e oficiais. Além disso, a deliberação acompanhou o que foi aprovado em assembleias realizadas no interior do estado, com militares das regiões de Nova Cruz, Currais Novos, Caicó, Pau dos Ferros, Mossoró e Santa Cruz.

A reivindicação principal é a atualização salarial e os pagamentos das folhas em atraso. Também foram confirmadas as pautas de reivindicação: pagamento das folhas em atraso; pagamento das promoções já realizadas (abril, agosto e dezembro de 2018) e atualização dos níveis remuneratórios.

SUBTENENTE ELIABE MARQUES, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS SUBTENENTES E SARGENTOS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES DO RN (ASSPMBMRN)

De acordo com o subtenente Eliabe Marques, presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais Militares e Bombeiros Militares do RN (ASSPMBMRN), o déficit salarial dos militares atualmente chega a 60,48%. Ele explica que a categoria não recebe ao menos a reposição inflacionária há cinco anos. Além disto, os militares do RN possuem o pior salário inicial da Federação, na carreira policial, que também possuem o pior salário entre as demais forças de segurança do RN.

“Os índices de violência têm diminuído em todo o RN, vemos isto sendo noticiado pelos institutos de pesquisa, jornais e até mesmo pelo próprio Governo. Este resultado se dá graças ao sacrifício e abnegação dos militares estaduais, que merecem uma contrapartida do Governo pelo grande esforço que fazem para desempenhar o seu trabalho”, argumenta o subtenente.


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