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Google lança celular poderoso para ‘bater’ iPhone

GOOGLE PIXEL 3 SUCEDE PIXEL 2 COM FICHA TÉCNICA AVANÇADA E PREÇO A PARTIR DE US$ 799 (CERCA DE R$ 3.020 EM CONVERSÃO DIRETA). (FOTO: REPRODUÇÃO/EVAN BLASS)

O Google anunciou o lançamento dos celulares Google Pixel 3 e Google Pixel 3 XL para rivalizar com outros modelos premium do mercado, como o iPhone XS e o Galaxy S9. A edição menor traz bordas mais espessas, enquanto a maior repete o recorte na tela popularizado pelo iPhone X e que divide opiniões. Os novos produtos chegam aos Estados Unidos com preços a partir de US$ 799 e US$ 899, respectivamente (cerca de R$ 3.020 e R$ 3.350 em conversão direta). A ficha técnica inclui o avançado processador Snapdragon 845 da Qualcomm. No evento Made by Google também foram apresentados o tablet Pixel Slate e o display inteligente Google Home Hub. Não se sabe se as novidades vão chegar ao Brasil.

Google Pixel 3 e Google Pixel 3 XL

Sem câmera principal dupla, o Google Pixel 3 continua apostando na inteligência artificial para tirar fotos com efeito bokeh, em que o protagonista fica em destaque e o fundo sai desfocado. As especificações citam fotos em 12,2 megapixels. A geração anterior (Google Pixel 2) já oferece a tecnologia, com misto de resultados positivos e negativos ao usar a ferramenta. Enquanto isso, concorrentes empregam duas câmeras para chegar ao chamado modo retrato – o Motorola One foi anunciado recentemente no Brasil com a mesma característica.

Por sua vez, a câmera frontal recebe melhorias: passa a contar com dois sensores e duas lentes (uma delas, grande angular). O sistema de dual camera frontal registra fotos em 8 megapixels.

A tecnologia Top Shot evita que fotos ruins fiquem salvas no celular. Sabe quando alguém pisca ou faz careta? O sistema evita situações assim. Na prática, o Pixel 3 grava instantes antes e depois do clique, para oferecer mais opções ao usuário. Todas as imagens são gravadas em HDR+, com promessa de contraste superior. Enquanto isso, o Night Sight evita que registros em ambientes pouco iluminados fiquem escuros demais. Algoritmos criados pelo Google são usados para melhorar as fotografias.

Entre as novidades da linha Google Pixel 3 está o sistema Android P (9), com direito a inteligência artificial que aprende os hábitos de uso e prolonga a autonomia da bateria. Para tanto, a central de bem-estar detecta o nível de vício em aplicativos como redes sociais e navegadores, numa pegada similar à ferramenta de tempo de uso do iOS 12, lançado pela Apple.

A ficha técnica também cita memória RAM de 4 GB e armazenamento de 64 GB e 128 GB. Como de praxe, os celulares virão com diversos aplicativos do Google instalados de fábrica. O Google Fotos faz backup na nuvem das fotos salvas na galeria, sendo uma importante ferramenta para quem deseja desafogar a memória interna. Seus criadores oferecem armazenamento ilimitado e em alta qualidade, apesar de o serviço comprimir imagens muito pesadas. O sistema de áudio estreia alto-falantes 40% mais altos que na geração anterior.

Há três opções de cor no Google Pixel 3: preto, branco e rosa.

O Google possui menos de 1% do mercado global de smartphones, com cerca de 2,53 milhões de Google Pixel 2 e Google Pixel 2 XL vendidos em um período de nove meses até 30 de junho, segundo a empresa de pesquisas de mercado Strategy Analytics. A diferença é pouca se comparado com a primeira edição, o Google Pixel, que alcançou 2,4 milhões de unidades comercializadas em 2017.

Google Pixel Slate

“Não é um laptop tentando ser um tablet”. É assim que o diretor de produto Trond Wuellner define o Google Pixel Slate, cujo formato faria dele um rival do iPad e cujo preço começa em US$ 599 nos Estados Unidos (cerca de R$ 2.240). O sistema Chrome OS foi redesenhado para uma “experiência completa de PC”, com direito a aplicativos de Linux. O launcher foi refeito e utiliza aprendizado de máquina para recomendar ações. Sua tela tem 12,3 polegadas. O foco em consumo de conteúdo fez com que os engenheiros colocassem os alto-falantes na frente do produto.

Um teclado vendido separadamente possibilita digitar texto com mais conforto no aparelho. O preço sugerido é de US$ 199 nos EUA (R$ 750), enquanto a caneta digital sai a US$ 99 (R$ 370 pelo câmbio do dia).

Fonte: TechTudo



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