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Garibaldi diz que saída da crise não pode fugir ao que determina a constituição

Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em pronunciamento, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

PLENÁRIO DO SENADO DURANTE SESSÃO DELIBERATIVA ORDINÁRIA. EM PRONUNCIAMENTO, SENADOR GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB-RN). FOTO: MOREIRA MARIZ/AGÊNCIA SENADO

A saída para a crise brasileira tem que preservar os valores da democracia. A observação foi feita em Plenário pelo senador Garibaldi Filho, em aparte a pronunciamento do senador Cassio Cunha Lima (PSDB-PB). No debate que se estabeleceu, os dois concordaram que a crise brasileira não pode ser superada com medidas alheias ao que determina a Constituição.

“Não existe semipresidencialismo, existe presidencialismo. Não existe semiparlamentarismo, existe parlamentarismo. Posso estar sendo pretensioso – pois não sou professor de Direito, mas apenas bacharel – mas não podem existir soluções desta ordem, sob pena de os políticos serem ainda mais penalizados pela população”, advertiu o senador Garibaldi Filho.

A proposta de um regime de semiparlamentarismo estaria sendo negociada entre alguns congressistas e o governo federal. De acordo com ela, a presidente Dilma Rousseff manteria seu cargo, mas o poder para administrar o país passaria a ser exercido por um primeiro-ministro. O nome semiparlamentarismo se daria porque esse político não necessariamente teria que ser um parlamentar.

Antes, em aparte a Lindebergh Faria (PT-RJ), Garibaldi Filho defendeu que as manifestações realizadas no domingo sejam encaradas com serenidade. “O governo deve ter humildade para reconhecer que os erros cometidos levaram as multidões àqueles protestos. Não se pode fazer ouvidos de mercador a tudo o que ocorreu. Temos que ter muita sensibilidade, já que o momento exige mudanças”, declarou o senador.


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