Política

EDITORIAL: raposas da política do RN se omitem diante da crise para “puxar” o tapete do governador

O processo de isolamento político que deputados e senadores impõem ao governador Robinson Faria revela nas entrelinhas a mesquinharia da classe política do Rio Grande do Norte, que, para viabilizar projetos eleitorais e de ocupação de espaço, não se furta em prejudicar o Estado como um todo, através da omissão.

Ao lavar a mão diante da crise institucional que o Rio Grande do Norte enfrenta, a classe política potiguar mostra que as velhas práticas políticas ainda estão em voga em seus manuais de sobrevivência.

Foi assim com a ex-prefeita Micarla de Sousa e com a ex-governadora Rosalba Ciarlini.

Agora é a vez do governador Robinson Faria sentir o amargor do fel de pseudos aliados, de aliados de ocasião e de adversários que celebram o quanto pior melhor.

A população do Rio Grande do Norte, estupefata, assiste o estado afundar em uma crise sem precedente.

Mas, a população certamente também está vendo que, a despeito dos inúmeros desatinos de sua gestão, o governador desempenha de forma solitária a missão de buscar uma solução que permita restaurar o equilíbrio institucional do estado.

Como o  “cavaleiro errante” e sua utopia de “luta contra os moinhos”, descrito em Don Quixote, de Cervantes, Robinson Faria e o filho, deputado federal Fábio Faria, são as duas únicas personagens da política potiguar que estão atuando de forma cristalina para superar o caos.

O que a população certamente não sabe é que, enquanto o estado afunda, há vozes que roncam na calada da noite, anunciando um grande complô para destituir o governador.

Esses roncos vêm dos porões do submundo da política e são acolhidos em alguns gabinetes importantes da Assembleia Legislativa e até em secretarias e órgãos do próprio governo.

A classe política do Rio Grande do Norte é matreira.

Através de suas assessorias, políticos enviam notícias aos jornais, dizendo que estão fazendo isso ou aquilo para ajudar a debelar a crise.

Trata-se, no entanto, apenas de tentativa de ludibriar a opinião pública, que atualmente já não se permite iludir facilmente por salamaleques e pantins protagonizados por velhas raposas políticas.

Para as raposas políticas do Rio Grande do Norte os fins justificam os meios.

Enquanto políticos da Paraíba, Pernambuco e Ceará se unem sob a mesma bandeira quando o assunto é defender os interesses de seus estados, para a classe política potiguar  pouco importa se a omissão ajuda a condenar o Rio Grande do Norte ao atraso.

O que vale, agora, em um ano eleitoral, é “puxar” o tapete do governador.

O sofrimento do potiguar é apenas “dano colateral”.

Aliás, quem for povo, que se lixe.


1 Comentário

  • Concordo plenamente.

    Essas “velhas raposas” que hoje cruzam os braços ou que destilam pesadas críticas contra o governador do Estado não passam de oportunistas de plantão querendo posar de paladinos da moralidade, como se santos fossem.

    Aproveitando-se da situação angustiante pela qual passa a população potiguar, esses pseudomoralistas de plantão usam de expedientes rasteiros para atacar o Robinson, com discursos histéricos e demagogos para iludir as pessoas, ostentando méritos e qualidades que não têm, com a finalidade única de se autopromomoverem na seara política potiguar. Puro oportunismo e nada mais !!

    A omissão da bancada federal diante dessa tragédia afigura-se como ato de covardia e traição.

    Covardia porque, podendo viabilizar meios e parcerias para uma rápida solução do problema, preferem quedar-se inertes e cruzar os braços, enquanto o povo potiguar sucumbe no caos.

    Traição porque, ao fecharem os olhos para o grave dilema que afeta toda a população, desonram os votos que lhes foram outorgados pelos eleitores para representá-los e defendê-los.

    Nesse cenário de grave crise na segurança pública, desponta o governador Robinson Faria como um valoroso e destemido gestor a enfrentar sozinho o caos, diante da omissão de deputados e senadores que poderiam ajudar a resolver a situação, mas que por conveniência política nada fazem, preferindo neste caso aderir à tática do “quanto pior, melhor”. Lamentavelmente !!

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