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Dono do “Hotel da BRA”, Folegatti não pretende retomar as obras; meta é vender o empreendimento

O EMPRESÁRIO HUMBERTO FOLEGATTI BUSCA PARCEIROS QUE ASSUMAM AS OBRAS DO CHAMADO “HOTEL DA BRA”, NA VIA COSTEIRA

O EMPRESÁRIO HUMBERTO FOLEGATTI BUSCA PARCEIROS QUE ASSUMAM O CHAMADO “HOTEL DA BRA”, EM NATAL

(Por Flávio Marinho) O empresário Humberto Folegatti não pretende retomar as obras do chamado “Hotel da BRA”, localizado na Via Costeira, em Natal. Segundo fontes do trade turístico, que são próximas a Folegatti, a sua intenção é vender a propriedade, que está em nome da NATHWF Empreendimentos S/A., ou arranjar parceiros que tenham interesse em assumir o hotel. O valor pelo qual o hoteleiro venderia o empreendimento é calculado em cerca de R$ 60 milhões.

Para que a construção hotel possa ter continuidade, será necessária a demolição de dois pavimentos, fazendo com que o empreendimento se adeque ao que determina a legislação ambiental do município. No entanto, segundo amigos de Folegatti, este não estaria no momento com capacidade de investimento para arcar com os custos do processo de demolição e a posterior retomada da obra.

HOTEL DA BRA TERÁ QUE TER PAVIMENTOS DEMOLIDOS PARA SE ADEQUA A LEGISLAÇÃO DO MUNICÍPIO

HOTEL DA BRA TERÁ QUE TER PAVIMENTOS DEMOLIDOS PARA SE ADEQUAR A LEGISLAÇÃO DO MUNICÍPIO

Além do esqueleto do “Hotel da BRA”, Humberto Folegatti tem em Natal outro hotel – o Natal Praia, localizado na Ladeira do Sol. Em Recife, ele é arrendatário do Hotel Boa Viagem, localizado no bairro homônimo, e na cidade paraibana de Campina Grande ele detém a concessão do Garden Hotel, cujo proprietário de fato é o governo.

Há dez anos, quando o hotel foi embarcado pela Prefeitura do Natal por descumprir as especificações do Plano Diretor para aquela área, foi exigida dos seus proprietários a demolição dos pavimentos que infringiam a legislação municipal. Naquela ocasião, segundo contam amigos de Folegati, mesmo que o grupo empresarial tivesse acatado a determinação da Prefeitura, dificilmente o projeto de construção do hotel teria sido levado adiante.

Segundo as fontes, o embargo da obra coincidiu com o processo de falência da companhia aérea BRA, de propriedade de Humberto Folegatti, o que teria deixado o empresário em uma situação econômica adversa.

Atualmente, o cenário tem as suas semelhanças com o passado: a recente decisão judicial que viabiliza a retomada das obras, ratifica essencialmente o que a Prefeitura do Natal determinou há dez anos – a construção do empreendimento só pode ser efetivada mediante a demolição da estrutura excedente.

 Segundo amigos de Folegatti, sob o aspecto econômico, a situação presente também mantem semelhança com o passado: se há dez anos a falência da BRA teria repercutido negativamente na capacidade de investimento de Folegatti, atualmente a conjuntura econômica nacional também é desfavorável para investidores, sendo a possibilidade de venda do empreendimento a opção empresarial mais acertada que ele diligencia no sentido de viabilizar.


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