Assembleia Legislativa do RN

Comandante da PM/RN responsabiliza a imprensa pelo aumento do número de homicídios no RN

CORONEL ANDRÉ AZEVEDO: ” HÁ UMA VONTADE DE SETORES DA IMPRENSA EM NOTICIAR O QUE DÁ ERRADO”

Ao participar nesta quarta-feira, 27, de uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa para discutir a questão da segurança pública, o comandante da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, coronel Coronel André Azevedo, perdeu uma ótima oportunidade de ficar com boca fechada. No entanto, certamente diante da ausência de argumentos para justificar a crescente onda de homicídios no Estado, o militar optou por responsabilizar a imprensa pela crise na segurança pública, por esta noticiar os homicídios e outros fatos negativos que ocorrem no sistema de segurança pública estadual.

” Há uma vontade de setores da imprensa em noticiar o que dá errado”, disse Azevedo, que também identificou a falta de investimentos no setor policial como o princípio do agravamento da falta de segurança.

Ao se posicionar contra o trabalho da imprensa, o Comandante da PM/RN deixa claro a sua convicção de que jornalistas deveriam esconder o lixo debaixo do tapete, ao invês de expor à opinião pública os fatos, em sua maioria negativos, que acontecem na área de segurança pública.

Apesar da postura externada pelo Coronel/PM, que sugere a sua opção por omitir fatos relevantes, os números de homicídios no Estado só crescem – sete pessoas são mortas de forma violenta, por dia e, sendo essa média mantida, até o fim do ano, haverá mais de 2,5 mil pessoas mortas em solo potiguar, conforme  explica a deputada estadual Márcia Maia, idealizadora da audiência pública.

A Secretária estadual de Segurança Pública, Sheila Freitas também se pronunciou e disse que as ações para prevenir homicídios não dependem só do Estado, dividindo a responsabilidade com a Prefeitura do Natal.  “Precisamos de ruas iluminadas, de políticas sociais que atraiam os jovens, pois quando eles chegam ao crime é porque tudo já falhou, a família principalmente”, defendeu a secretária.


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