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Com #EleNão, Roger Waters é xingado e aplaudido em show politizado em São Paulo

ROGER WATERS, BAIXISTA E UM DOS FUNDADORES DO PINK FLOYD, SE APRESENTA NA TURNÊ SOLO ‘US + THEM’ NO ALLIANZ PARQUE, NA BARRA FUNDA, ZONA OESTE DE SÃO PAULO. (FOTO: FÁBIO TITO/G1)

 

Fundador doPink Floyd, o inglês Roger Waters foi vaiado por apoiadores de Jair Bolsonaro no primeiro show de sua turnê Us + Them pela América Latina, na noite desta terça-feira 9, em São Paulo. Em um espetáculo de quase três horas com um repertório formado por clássicos da banda e uma série de efeitos visuais, uma boa parte das 45 mil pessoas que foram Allianz Parque manifestou sua insatisfação com o caráter politizado que marca as apresentações e a carreira do músico veterano.

A tensão no público começou ao final da primeira metade do show, logo após a apresentação da clássica Another Brick in The Wall, uma contundente crítica ao autoritarismo em sala de aula e cujo refrão foi cantado por um coral de crianças brasileiras com uma camiseta escrito “Resist”. Foi a senha para parte do público entoar um grito de “Ele não! Ele não!”, contra o presidenciável Jair Bolsonaro — e que foi devolvido com um “Mito! Mito!”.

No intervalo, o telão de quase mil metros quadrados passou a exibir mensagens com críticas que atingiam de Mark Zuckerberg a Israel, contra a tortura e a favor dos direitos humanos. O alerta final foi para o que chamou de ascensão do neofascismo em países como os EUA, representado por Donald Trump; Russia, com Vladimir Putin; ou Hungria, com o premiê Viktor Orbán. O Brasil entrou na lista com o nome de Bolsonaro.

Mais uma vez vaias e aplausos dividiram o público até a retomada do show com a sequência das músicas Pigs e Dogs, em que o presidente americano foi o alvo preferencial do sarcasmo de Waters. Se a metade favorável a Bolsonaro manteve alguma resignação enquanto Trump era ridicularizado nas projeções do telão, ela perdeu a paciência ao final da música Eclipse.

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