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Cláudio Santos diz que não se pode passar a “mão na cabeça” das polícias e pede que MP investigue crimes ocorridos pelo movimento paredista

O desembargador Cláudio Santos voltou a comentar sobre a recente paralisação das polícias do Rio Grande do Norte. Em entrevista a uma emissora de rádio da região Seridó, o magistrado defendeu a necessidade de apuração por parte do Ministério Público Estadual sobre os organizadores do movimento paredista e considerou a suspensão das atividades da segurança uma afronte a Constituição Federal.

“Eu acho que há a excessiva politização ideológica das polícias no Brasil, estão querendo desmilitarizar a Polícia Militar, isso é um risco muito grande. Principalmente por que a Polícia Militar como força pública, como o Exército,a Marinha e a Aeronáutica elas são baseadas principalmente na hierarquia e absolutamente o soldado tem que obedecer ao cabo, o cabo ao tenente e assim em diante até a autoridade do governador, que de certa forma foi agredida por esse movimento”, ressaltou.

Quando questionado sobre a necessidade de apuração por parte do Ministério Público, Claudio Santos, deixou claro que acredita que o MP não declinará do seu dever de investigar. “O Ministério Publico não pode declinar do seu dever de abrir procedimentos de apuração da decorrência de crimes por parte de todos, nós não podemos perder a autoridade pública. Eu magistrado eu não perco a minha autoridade e repito e refaço tudo que eu fiz”, afirmou.

O desembargador também reforçou a ilegalidade da paralisação e considerou uma afronte a Constituição Federal.   “O policial não pode fazer greve, isso é proibido pela Constituição da República e o policial também não pode deixar de não receber os seus vencimentos no final de cada mês, todos são pais de família, todos são profissionais merecem, devem também ter religiosamente seus vencimentos no final do mês. Agora entre esses dois valores jurídicos, a segurança pública da população e o atraso nos vencimentos tem que se preponderar o interesse da população nesse momento”, defendeu.

 



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