senado federal

Clara Camarão e Jovita Feitosa entram para o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria; projetos foram de autoria da ex-deputada Sandra Rosado

A ENTÃO DEPUTADA FEDERAL SANDRA ROSADO FOI A RESPONSÁVEL PELOS PROJETOS QUE COLOCARAM CLARA CAMARÃO E JOVITA FEITOSA NO ROL DE NOMES HISTÓRICOS

O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (7) dois projetos que incluem nomes de mulheres notáveis da história brasileira no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. Jovita Feitosa, voluntária do Exército na Guerra do Paraguai, e Clara Camarão, que combateu os holandeses na Batalha dos Guararapes, serão imortalizadas no rol de nomes históricos. Os projetos seguem para sanção presidencial.

Com essas inclusões, passarão a ser cinco as mulheres brasileiras representadas no chamado “Livro de Aço”. As duas se juntarão à enfermeira Ana Néri e às revolucionárias Anita Garibaldi e Bárbara de Alencar.

O projeto pela inclusão de Jovita Feitosa é o PLC 122/2013, que teve relatoria do ex-senador Wellington Dias (PT-PI). Já o projeto que homenageia Clara Camarão é o PLC 69/2013, que teve como relator o senador José Agripino (DEM-RN). Ambos são de autoria da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB-RN)

Biografias

Antônia Alves Feitosa, mais conhecida como Jovita, viveu durante a Guerra do Paraguai (1864-1870) e, com 17 anos de idade, deixou sua vida no Nordeste para se juntar às tropas de Voluntários da Pátria que lutavam no conflito. Para integrar o Exército, cortou os cabelos e se disfarçou. Apesar disso, foi descoberta em Teresina (PI), onde se realizava o alistamento. Lá onde foi interrogada e rejeitou ir para um destacamento de enfermeiras, protestando para ser soldada. Obteve permissão especial do então presidente da Província do Piauí, o Barão de Loreto.

Ao chegar ao Rio de Janeiro, Jovita foi aclamada pela população local, que havia ouvido sua história. No entanto, ela foi impedida de prosseguir para o campo de batalha por uma ordem do Ministério da Guerra. Obrigada a permanecer na capital, ela morreu em depressão dois anos depois.

Clara Felipa Camarão foi uma índia potiguar que nasceu nas terras onde hoje é a cidade de Natal (RN). Não há registros de seu nome original indígena, mas ela recebeu seu nome histórico ao ser catequizada por jesuítas locais. Era esposa de Filipe Camarão, que se notabilizou por liderar tropas de índios durante a Insurreição Pernambucana, sequência de combates que expulsou os holandeses do Nordeste brasileiro no século XVII. Filipe integra o Livro dos Heróis desde 2012.

Rompendo com os papeis tradicionais impostos às mulheres na época, Clara era treinada no uso de armas e também participava das batalhas, no comando de seu próprio pelotão de índias potiguares. Ela lutou na Batalha dos Guararapes, evento considerado como a raiz histórica do Exército brasileiro. Após a morte de Filipe, decorrente de ferimentos recebidos naquela ocasião, ela se recolheu à vida privada e faleceu em data e local desconhecidos.

Panteão

O Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria é um registro de personagens que protagonizaram momentos marcantes da história do Brasil e ajudaram a construir a identidade nacional. Com páginas de aço, ele fica exposto no terceiro pavimento do Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, localizado na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF).

Entre os homenageados no livro estão Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Dom Pedro I, Santos Dumont, José Bonifácio, Chico Mendes, Getúlio Vargas e Heitor Villa-Lobos. São 41 nomes no total, atualmente. Os nomes são incluídos através de projetos de lei votados pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, e devem aguardar um período de dez anos após a morte da pessoa lembrada.

Fonte: Agência Senado


Deixe um Comentário