Polícia

Chefe máximo do PCC, Marcola e mais 21 integrantes da facção são transferidos para presídios federais

Marcola, líder do PCC

MARCOLA, LÍDER DO PCC (SERGIO LIMA/FOLHA IMAGEM/FOLHAPRESS)

O chefe máximo da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Williams Herbas Camacho, o Marcola, está sendo transferindo na manhã desta quarta-feira do Presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, para uma penitenciária federal. Há cinco no país – uma em Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN), Porto Velho (RO) e Brasília (DF). Ainda não se sabe ao certo o presídio para onde ele está sendo levado, mas os do Mato Grosso do Sul e do Paraná foram descartados pela sua proximidade com o Paraguai, onde a facção criminosa tem forte presença.

Um forte esquema de segurança com o efetivo das Polícias Militar, Civil e Federal foi montado na região de Presidente Venceslau e nas cidades que fazem fronteira entre São Paulo e Mato Grosso do Sul para fazer a transferência. Além dele, outros 21 presos ligados à facção estão sendo encaminhados para o sistema penitenciário gerido pelo governo federal.

A transferência foi determinada pelo juiz da 5ª Vara de Execuções Criminais de São Paulo, Paulo Sorci, que atendeu a um pedido do Ministério Público estadual. Desde o ano passado, o juiz já vinha ordenando a transferência de líderes do PCC para presídios federais pela suspeita de que eles continuavam comandando o crime mesmo estando presos. A demora em relação a Marcola ocorreu pelo receio do governo estadual de que a medida pudesse provocar retaliação por parte da organização criminosa.

Marcola foi condenado a 232 anos e 11 meses de prisão por homicídio, tráfico de drogas, formação de quadrilha e roubo. Ele é apontado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Estado de São Paulo como o número um da facção criminosa, que tem uma forte influência dentro dos presídios brasileiros e cuja principal fonte de renda é o tráfico de maconha e cocaína.

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