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Burger King é boicotado nas redes após ironizar censura a propaganda do BB; presidente Jair Bolsonaro responde

A famosa rede de fastfood Burger King se tornou o assunto mais comentado na rede social Twitter. A hashtag #BoicoteBurgerKing ficou no topo das menções desde o início da noite de sexta (3) até boa parte do sábado (4).

Tudo foi motivado por uma campanha publicitária da rede de lanchonetes que provoca e dá uma indireta no governo Jair Bolsonaro. Na peça, o restaurante ironiza o cancelamento de uma propaganda do Banco do Brasil na semana passada.

“Procura-se elenco para comercial. O Burger King está recrutando pessoas para seu novo comercial”, dizem frases do vídeo publicado nas redes sociais. Após a publicação, a rede de restaurantes virou alvo de campanha de boicote no Twitter por apoiadores do governo.

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A propaganda do Banco do Brasil vetada por Bolsonaro exaltava minorias, como negros, jovens e homossexuais. No total, a campanha, com produção e veiculação, teve um custo de R$ 17 milhões, segundo a assessoria do Banco do Brasil.

Neste sábado, no Twitter, Bolsonaro respondeu à peça de propaganda do Burger King.

“Qualquer empresa privada tem liberdade para promover valores e ideologias que bem entendem. O público decide o que faz. O que não pode ser permitido é o uso do dinheiro dos trabalhadores para isso. Não é censura, é respeito com a população brasileira”, disse o presidente.

CRÍTICAS

O Burger King é conhecido por campanhas a favor da diversidade e contra a discriminação. Além disso, veiculou um comercial sobre conscientização política e importância do voto durante o período eleitoral de 2018.

Na internet, as opiniões sobre a iniciativa do Burger King se dividem. Muitos elogiaram a empresa, mas os críticos interpretaram o posicionamento como um ataque a Bolsonaro. Ao vetar a propaganda do Banco do Brasil em que apareciam negros, uma transexual e pessoas com tatuagens e cabelos coloridos, o presidente alegou que a população brasileira “quer respeito à família”.

Aqueles que estão propondo o boicote ao Burger King argumentam que a marca é “esquerdista”, quer “lacrar” e despreza 57 milhões de potenciais consumidores — em alusão ao número de eleitores que votaram em Jair Bolsonaro no segundo turno.


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