Economia

Banco Central espera inflação de 6,75%, mas não deve cortar juros

NA SEMANA PASSADA, O BC MANTEVE A SELIC EM 14,25 POR CENTO AO ANO, PATAMAR QUE SEGUE DESDE JULHO DE 2015

NA SEMANA PASSADA, O BC MANTEVE A SELIC EM 14,25 POR CENTO AO ANO, PATAMAR QUE SEGUE DESDE JULHO DE 2015. (FOTO: UESLEI MARCELINO)

O Banco Central vê a inflação fora da meta em 2016 e, para o próximo ano, no centro do objetivo dentro do cenário que considera a manutenção da taxa básica de juros em 14,25 por cento, segundo ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira.

No documento, no qual reiterou não haver espaço para reduzir a Selic, o BC informou que a projeção para 2016 tanto pelo cenário de referência quanto pelo de mercado é de inflação em torno de 6,75 por cento –acima da meta de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais.

 “Para 2017, a desinflação até a meta ocorre sob as hipóteses do cenário de referência. Entretanto, no cenário de mercado, a desinflação ocorre em velocidade aquém da perseguida pelo Comitê”, apontou a autoridade monetária.

Na semana passada, o BC manteve a Selic em 14,25 por cento ao ano, patamar que segue desde julho de 2015, na primeira reunião do Copom sob o comando de Ilan Goldfaj.

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