Assembleia Legislativa do RN

Pegou pesado: Jornalista Sávio Hacrackt diz que deputados estaduais deviam ser “presos e algemados”; Sandro Pimentel critica aprovação de férias e 13º

APROVAÇÃO DE PROJETO QUE BENEFICIA DEPUTADOS COM FÉRIAS E 13º SALÁRIO GERA DESGASTE JUNTO A OPINIÃO PÚBLICA.

Ex-presidente da Urbana e ex-secretário do Gabinete Civil  do então prefeito Carlos Eduardo Alves, o Sávio Hacrackt defendeu que os 24 deputados estaduais do Rio Grande do Norte deveriam ser presos e sair algemados da Assembleia Legislativa. O desabafo de Hacrackt foi feito através de sua conta pessoal no microblog Twitter, onde disse disser ser um “escândalo” a decisão da AL de pagar 13º e férias com efeito retroativo aos parlamentares.

A reação do ex-auxiliar do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) retrata a indignação de que se registrou nos últimos dias em redes sociais, grupos de WhatsApp e em alguns veículos da imprensa local, que alertaram que os benefícios que os deputados estaduais se auto-concederam vão gerar  despesas para o erário estadual da ordem de R$ 4,1 milhões. O projeto de Lei aprovado prevê ainda que os deputados da legislatura passada (que não foram reeleitos) também recebam o benefício, que individualmente chega a cerca de R$ 172 mil reais para cada um.

Em sua participação do programa radiofônico do último dia 28 de fevereiro, o jornalista Luciano Kleber comentou o assunto e deixou também transparecer a sua indignação. “A imensa maioria dos brasileiros, povo trabalhador e honesto, não teria tido a “coragem, a desfaçatez e o cinismo que os deputados estaduais tiveram”, disse.

Deputado veterano Kelps Lima (Solidariedade) já tornou público que vai abrir mão dos benefícios referentes a legislatura passada, mas que não irá abdicar do décimo terceiro e férias do atual mandato. Kelps foi o único veterano a se posicionar sobre o assunto.

NOVOS DEPUTADOS

Tão logo o assunto começou a repercutir negativamente nas redes sociais, o noviço deputado estadual Sandro Pimentel tratou de se mostrar “diferente” dos seus colegas e se posicionou contra o recebimentos dos benefícios aprovados. “Fui o único que não votou favorável a essa medida, então não e justo que sejamos tratado todo em pé de igualdade. Eu não concordo que deputado estadual tenha 1/3 de férias, pois nós não tiramos férias, tiramos recesso”, enfatiza, acrescentando que foi uma “medida inoportuna”.  Veja o áudio abaixo.

O também novato deputado estadual Dr. Bernardo Amorim (AVANTE)  mostrou-se irritado com os colegas mais antigos da Assembleia Legislativa no episódio da aprovação das férias e 13º salário com retroativo aos anos de 2017 e 2018. “Fomos enganados”, disparou o parlamentar durante entrevista nesta sexta-feira dia 1, no programa radiofônico, Meio-Dia Mossoró, da 95 FM.

Outros iniciantes que também se revelaram indignados foram os deputados Allyson Bezerra e Coronel Azevedo (PSL),que se posicionaram através das redes sociais. Bezerra garante que não receberá nenhum centavo de retroativo. ” Logo após a decisão, eu orientei nosso Gabinete a solicitar ao Setor de Pagamento o levantamento dos valores que o mandato receberá, compulsoriamente, em decorrência da adequação dessa lei. Assim já foi feito e assinado! Comunico que esses valores, em sua totalidade, serão destinados a instituições que prestam relevantes serviços sociais ao Rio Grande do Norte. Desde o primeiro momento, decidi transformar esse benefício pessoal em benefícios sociais e assim o farei”, promete.

Coronel Azevedo justifica que durante a sessão que deliberou sobre o o pagamento de 13º salário e férias aos deputados estaduais, estava ausente, em viagem ao Ceará. Ele afirmou ainda que não vai aceitar o recebimento da verba do 13º salário e das férias, doando os recursos para o setor de Segurança Pública.

Entenda


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