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Segurança

Na Rede Globo, programa Fantástico mostra “nova” penitenciária de Alcaçuz em série sobre Segurança no Brasil

O PROGRAMA DESTACOU AS NOVAS GRADES INSTALADAS NO PRESÍDIO, LEMBRANDO QUE HÁ UM ANO ELAS NÃO EXISTIAM NO LOCAL.

Pouco mais de um ano após o presídio de Alcaçuz, em Nísia Floresta-RN, ter sido destaque negativo no jornalismo nacional, como palco da guerra entre facções criminosas e como comprovação do descontrole e a desmoralização do poder público sobre a segurança do RN, na noite deste domingo (22), o programa Fantástico, da Rede Globo, reservou um considerável tempo da série sobre Segurança pública no Brasil, para mostrar uma nova Alcaçuz, apresentando a maior unidade prisional do RN,como um presídio modelo para o país.

A reportagem, feita pela jornalista Sônia Bridi, mostrou o funcionamento do presídio hoje, após um investimento de R$ 3 milhões de reais por parte do Governo do Estado e com um mudança na metodologia de trabalhos, destacando que essas ações fizeram com que os agentes não tenham mais contato com presos e acabou com a entrada de celulares na unidade, uma cena que era comum na rotina da penitenciária há um ano. As imagens ainda mostraram os novos agentes penitenciários, contratados após concurso público, treinando dentro do próprio presidio.

Apesar da abordagem positiva sobre Alcaçuz, no encerramento da reportagem anunciando para o próximo domingo, como parte da série de reportagens, a onda crescente de violência das ruas da capital do Rio Grande do Norte.

PÁTIO DA “NOVA” ALCAÇUZ, APRESENTADA ONTEM (21) PELO FANTÁSTICO.

 

Internacional

Conservador ‘Marito’ Abdo é eleito presidente do Paraguai

MARIO ABDO BENITEZ MOSTRA DEDO SUJO DE TINTA AO VOTAR EM ASSUNÇÃO. (FOTO:MARIO VALDEZ / REUTERS)

A eleição presidencial do Paraguai não trouxe grandes surpresas: como indicaram resultados preliminares, o tradicional e conservador Partido Colorado se mantém no poder. Com os votos de 97% das mesas apurados, o candidato conservador Mario Abdo Benítez, mais conhecido como Marito, alcançou 46,5% contra 42,71% de seu principal adversário, Efraín Alegre, do Partido Liberal, ficando com uma vantagem mais estreita da que anteciparam pesquisas recentes e de boca de urna. O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE).

— Vou liderar um grande processo de diálogo eleitoral — prometeu Marito antes de votar.

Com a vitória de Marito, o Paraguai terá um novo chefe de Estado do Partido Colorado — força política que, salvo durante o governo de Fernando Lugo (2008-2012), está à frente do Executivo desde redemocratização do país, em 1989. A hegemonia colorada vem de antes, já que o ex-ditador Alfredo Stroessner (1954-1989), amigo pessoal da família Abdo (o pai de Marito foi secretário privado do ex-presidente militar), também pertencia ao partido.

— Estou feliz. Vamos entregar um país bem diferente do que recebemos, mas ainda falta muito para ser feito — declarou o presidente Horacio Cartes após votar em seu sucessor e correligionário.

Com a provável vitória do candidato colorado, o país caminha para a consolidação de um modelo profundamente conservador em matéria política e de abertura e ortodoxia em termos econômicos. A chegada de Marito ao poder é vista com preocupação por setores de centro-esquerda, que temem um retrocesso no país. O candidato colorado propõe uma reforma da Constituição e chegou a falar até mesmo em reativar o serviço militar obrigatório.

Para ele, “a principal diferença entre Cartes e Marito, antecipada pelo próprio candidato, é que com ele o Partido Colorado voltará a ter muito poder”.

— Cartes fez um governo tecnocrata, pôs em cargos altos gerentes de suas empresas. Marito prometeu devolver a relevância perdida aos colorados. Isso pode significar mais clientelismo e negócios entre partido e Estado.

O ainda presidente do Paraguai deverá ser eleito senador, assim como Lugo, um ex-padre que foi destituído em 2012 num polêmico processo de impeachment, desencadeado após a revelação de una paternidade não reconhecida.

Neste domingo, Lugo fez uma crítica ao sistema político de seu país:

– Existem duas classes de políticos no Paraguai: os que vivem da política e fazem negócios e os que vêm para a política. Acho que a cidadania irá deixando de lado os que fazem negócios.

A chegada de Marito ao poder é vista com preocupação por setores de centro-esquerda, que temem um retrocesso no país. O candidato colorado propõe uma reforma da Constituição e chegou a falar até mesmo em reativar o serviço militar obrigatório.

Neste domingo, o país realizou, também, um simulacro de voto infantil, para saber o que elegeriam as crianças. Os resultados ainda não foram divulgados.

O Globo

Política

Em nota, Assembleia confirma ofício da PGR, solicitando providencias sobre suposto crime de responsabilidade que teria sido cometido por Robinson Faria

 

MINISTÉRIO PÚBLICO, COM BASE NA REPROVAÇÃO DE CONTAS INDICADA PELO TCE, ENCAMINHOU PEDIDO À PGR, E AQUELA PROCURADORIA REENCAMINHOU O PEDIDO PARA A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA.

A Assembleia Legislativa confirmou, por meio de nota que recebeu ofício da Procuradoria Geral da República para “tomar providências sobre supostas práticas de crime¨ praticado pelo governador Robinson Faria.

A nota responde a questionamentos que surgiram na tarde desta sexta (20) sobre boatos nas redes sociais, de que a PGR havia pedido o afastamento do governador. O Ministério Público já negou que tenha encaminhado pedido neste sentido.

Na nota divulgada, a AL afirma que “encaminhará o ofício à Procuradoria Geral da Assembleia para providências da Casa Legislativa”, mas não esclarece quais são as “supostas práticas de crime de responsabilidade”

 

Leia a nota:

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte recebeu ofício assinado pelo vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz, junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), para tomar providências sobre supostas práticas de crime de responsabilidade praticado pelo chefe do Executivo potiguar.

O Poder Legislativo foi notificado e encaminhará à Procuradoria Geral da Assembleia para providências da Casa Legislativa.

Palácio José Augusto
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte


Política

Fábio Dantas dá “NOTA 0” para o governador Robinson Faria, durante entrevista em Mossoró

FÁBIO DANTAS CUMPRIU AGENDA POLÍTICA NA CIDADE DE MOSSORÓ-RN.

Continua repercutindo nos bastidores da política estadual, a entrevista que o vice-governador Fábio Dantas concedeu ao Jornal de Fato, na última quinta-feira (19), em Mossoró. Dantas não perdeu a oportunidade de alfinetar o governador Robinson Faria, dando demonstração de que a sua estratégia, como candidato ao governo do Rio Grande do Norte pelo PSB, será buscar a polarização com o chefe do Executivo potiguar.

¨Robinson não tem a mínima condição de pedir ao povo do Rio Grande do Norte mais quatro anos de governo. A candidatura dele é uma insensatez”, disse.

Quationado sobre qual nota daria ao governador Robinson Faria, Dantas não escondeu a decepção com ex-aliado:

– Como político, nota zero; como gestor, nota cinco.

A nota zero para governador, como político, explica o rompimento entre Fábio e Robinson, oficializado no início do ano. O vice-governador não entra em detalhes, porém o desentendimento ocorreu por conflito no projeto eleitoral 2018. Fábio Dantas levou a termo a sua pré-candidatura ao Governo do Estado, enquanto Robinson não abriu mão do direito de concorrer à reeleição. Dantas entende que Robinson não tem a mínima condição de pedir ao povo do Rio Grande do Norte mais quatro anos de governo. “A candidatura dele é uma insensatez”, disparou.

“O governador deveria se autoavaliar, porque ele fracassou em todas as políticas, inclusive as básicas. A reprovação popular, que ultrapassa a casa dos 80 por cento, segundo pesquisa divulgada recentemente, comprova o fracasso”, afirmou.

Para Fábio Dantas, o governador desistiria de uma candidatura em momento de lucidez, “o que às vezes deve faltar a ele.” Segundo o vice-governador, caberia a Robinson fazer avaliar a si próprio e, de forma lúcida, ver que não tem condições de pedir um novo mandato ao povo.

O fracasso da gestão Robinson, segundo o vice-governador, se explica na falta de coragem para enfrentar os problemas que afligem o estado. Isentando-se de culpa, porque, segundo ele, não teve voz no governo, Dantas disse que o governador deveria ter adotado medidas saneadoras no início da gestão, quando o quadro de crise já era agudo.

“Ele preferiu implantar uma política que tudo amanhã será resolvido, e o resultado é que está aí. Problemas graves na segurança pública, na saúde, salários atrasados e os serviços básicos sem funcionar”, criticou.

Perguntado se esse tipo de crítica não o afetaria, porque ele passou três anos ao lado do governador, Fábio Dantas garantiu que se sente à vontade, porque não teve acesso ao governo.

“Não indiquei secretários, não ocupei cargos, não participei da gestão dele, por isso, estou muito tranquilo para avaliar a situação”, disse.

E para dizer que a nota zero para o político Robinson não é uma revanche, Fábio Dantas melhorou a nota quando avaliou o administrador público. “Dou nota cinco”, pontuou, ressaltando que gostaria de melhor avaliar a gestão estadual, “mas infelizmente ninguém consegue elevar uma nota ao governo dele.”

Confira a entrevista na íntegra:

O SENHOR é pré-candidato a governador e vem percorrendo o estado para viabilizar o nome. Em que se encontra o projeto eleitoral?

Na minha filiação ao PSB, o evento contou com a presença de mais de 70 prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, lideranças regionais. Foi o termômetro que apontou para a viabilizar de nosso nome. Estamos no processo de articulação de possível coligação, conversando bastante com aliados, e também realizando o trabalho de visitar as cidades, conversar com as lideranças e com a população. A recepção tem sido bem interessante.

O PSDB foi o primeiro partido a incentivar a sua postulação ao governo, mas os tucanos também está dialogando com outros partidos e pré-candidatos. Até que ponto o senhor pode contar com o PSDB?

Nós temos um laço de amizade muito grande com todos os membros do PSDB, desde o presidente Ezequiel Ferreira, passando por todos deputados estadual, até o deputado federal Rogério Marinho. Mas, cada um ainda não definiu a sua posição pessoal para puder chegar ao consenso de partido. Acreditamos que o PSDB deve caminhar conosco, estamos bastante confiantes.

Comenta-se que a sua candidatura ao governo ganharia força se o governador Robinson renunciasse. Dessa forma, o senhor assumiria o cargo e viabilizaria um palanque forte para disputar as eleições. Até onde faz sentido?

Eu não quero que o governador renuncie o mandato. Quem tem que defender o legado do governo é ele. Para mim, entendo, a melhor candidatura para eu enfrentar a de Robinson, porque ele irá defender a sua gestão e eu vou mostrar como se governa o Estado.

O Senhor se sente à vontade de fazer uma campanha de oposição ao governo, do qual o senhor fez parte durante três anos?

Olha, todas as minhas do primeiro aos 100 dias de governo, são as mesmas que eu tenho hoje. Sempre disse que o governo estava errado, equivocado, e que deveria fazer os ajustes logo no início da gestão para enfrentar a crise que assola o Estado. Só que ele fez o inverso, achou que a solução poderia cair do céu. Esse ponto divergimos o tempo inteiro. Mas, ele é o governador, e sou apenas o vice, não tinha qualquer interferência na gestão de Robinson. Eu assumi o governo, durante esses três anos, apenas 47 dias, e todas as oportunidades em coloquei o meu DNA. O meu desligamento político se deu quando o governador comunicou que era candidato à reeleição.

Por quê?

Eu achei uma insensatez, uma falta de autoavaliação, por isso, optei por sair de perto. Devo esclarecer que não tive participação no governo, não indiquei cargos, exatamente para ter a minha independência. Bem diferente do governo anterior (de Rosalba Ciarlini) do qual ele (Robinson era o vice) tinha o comando da Caern, do Idema, Semarh e cargos em outros órgãos, e rompeu porque teve interesse contrariado. No meu caso, não, porque eu não tive interesse pessoal contrariado, a minha decisão foi por entender que ele não tinha, como de fato não tem, condições de pedir mais um mandato ao povo do RN.

Enquanto Fábio Dantas se esforça para tirar o governador “ do eixo”, Robinson Faria tem feito ouvido de mercador com relação aos ataques do ex-aliado. Faria tem procurado não servir de “caixa de ressonância” para as declarações do vice-governador.

Fábio Dantas cumpriu agenda política em Mossoró acompanhado dos deputados Rafael Motta (federal) e Ricardo Motta (estadual), da ex-prefeita Fafá Rosado, recém-filiada ao PSB e pré-candidata a deputada estadual, e do empresário José Vieira, pré-candidato ao Senado Federal pelo PSB.

DeFato