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Segundo Ofício de Notas de Parnamirim (RN) recebe o troféu Ouro na premiação nacional de Qualidade brasileira

BEM NA FOTO: ADVOGADA ANA AMARAL , FÁTIMA SOARES, JUÍZA CORREGEDORA DO TJRN,  E O TABELIÃO AIRENE PAIVA  COMEMORAM PREMIAÇÃO

O Cartório Paiva Amaral de Parnamirim/RN recebeu na noite da última quarta-feira (14.11), na cidade de São Paulo (SP), o Troféu Ouro na premiação nacional dos Cartórios Brasileiros, promovida pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR) em parceria com a Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O Prêmio de Qualidade Total da Anoreg/BR (PQTA), instituído em 2005, objetiva auditar e premiar os Cartórios do País, que atendam aos requisitos de excelência e qualidade na gestão organizacional de suas unidades e na prestação de serviços aos usuários, sendo avaliados por uma auditoria externa independente, sob a responsabilidade do grupo português APCER Brasil.

“Nossa conquista representa o esforço do Cartório em se modernizar e atender bem a população de Parnamirim. A prestação deste serviço público é essencial para a garantia da cidadania, da segurança jurídica dos negócios pessoais e patrimoniais dos cidadãos, assim como para a prevenção de litígios. Nós temos grande responsabilidade nesta tarefa e por isso buscamos nos aperfeiçoar”, disse Airene José Amaral de Paiva, Notário e Registrador do Cartório Paiva Amaral – Segundo Ofício de Notas de Parnamirim.

A 14º edição do Prêmio de Qualidade Total Anoreg/BR teve recorde no número de inscritos: 201 cartórios de 24 Estados brasileiros, além do Distrito Federal, participaram do certame de 2018 – um aumento de 55% com relação ao a 2017. No comparativo entre as últimas sete edições, os números são ainda mais gratificantes: de 2012 a 2018 houve um crescimento de mais de 300% no número de inscritos: de 43 para 201 cartórios.

“Estes números comprovam que os cartórios e tabelionatos brasileiros estão cada vez mais preocupados e empenhados em realizar uma gestão de qualidade para que o usuário dos serviços esteja satisfeito. E isso demonstra o comprometimento da classe notarial e registral com os anseios da sociedade, das nossas instituições de classe e até do Poder Judiciário, já que estamos contando com o apoio direto da Corregedoria Nacional de Justiça”, afirma a diretora de qualidade da Anoreg/BR e coordenadora do PQTA, Maria Aparecida Bianchin Pacheco.

Foram premiados 77 cartórios na categoria Diamante, 45 na categoria Ouro, 40 na categoria Prata, 14 na Bronze e quatro foram condecorados com a menção honrosa. O Estado do Rio Grande do Norte foi representado pelo Cartório Paiva Amaral – Segundo Ofício de Notas, da cidade Parnamirim que recebeu o Troféu Ouro, que foi prestigiado pela presença da Juíza Auxiliar da Corregedoria de Justiça do RN, Dra. Fátima Soares e por diversos colegas notários e registradores.

Entre os critérios de avaliação da premiação nacional estão: Gestão Estratégica, Gestão Operacional, Gestão de Pessoas e Instalações, Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho, Gestão Socioambiental, Gestão da Informatização e Controle de Dados, Gestão da Inovação e Compliance. Todos os requisitos estão alinhados com a promoção da confiança e do aprimoramento dos serviços oferecidos pelos cartórios.

O certame deste ano contou pela segunda vez com o apoio oficial do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “O PQTA se mostrou uma ótima ferramenta de incentivo à melhoria do serviço extrajudicial. Constatamos no ano passado que a proposta é séria, independente e segura. E como é realizada uma auditoria externa, os resultados são legítimos. Também constatamos no último PQTA que há uma melhoria no serviço extrajudicial e os delegatários se sentem prestigiados quando o esforço realizado para prestar um serviço de qualidade é reconhecido. Diante disso, tratando-se de uma experiência que deu certo, não há como não apoiar e fomentar tal iniciativa”, afirmou o juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça, Márcio Evangelista.

Sobre a Anoreg-BR

A Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg-BR) congrega mais de 13 mil cartórios distribuídos em todos os estados, municípios brasileiros e na maioria dos distritos, que empregam direta e indiretamente mais de 500 mil pessoas. Entre os objetivos da atividade destacam-se: a garantia de autenticidade, segurança e eficácia a todos os atos jurídicos.

A entidade nacional tem legitimidade, pelos poderes constituídos, para representar todas as especialidades em qualquer instância ou tribunal, operando em harmonia e cooperação direta com outras associações congêneres.


Internacional

CIA diz que príncipe saudita ordenou assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, dissidente e crítico do reino

A CIA  ACREDITA QUE O PRÍNCIPE SAUDITA MOHAMMED BIN SALMAN É RESPONSÁVEL PELO ASSASSINATO DO JORNALISTA JAMAL KHASHOGGI Foto: Reuters

A Agência Central de Inteligência (CIA) acredita que o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, ordenou o assassinato do jornalista dissidente e crítico do reino Jamal Khashoggi, informou o Washington Post, citando fontes com conhecimento no caso.

A revelação contradiz as alegações do governo da Arábia Saudita, que nega veementemente um possível envolvimento na morte do colunista do jornal norte-americano ocorrida no consulado saudita em Istambul, no dia 2 de outubro. Segundo a publicação, a avaliação da CIA é “a mais definitiva até o momento que liga Mohammed à operação e complica os esforços do governo do presidente Donald Trump para preservar seu relacionamento com o aliado”.

Uma equipe de 15 agentes sauditas viajou para Istambul em um avião do governo e matou Khashoggi dentro do consulado saudita, onde ele estava para buscar documentos para se casar com uma turca. A agência de inteligência norte-americana analisou um telefonema entre o embaixador saudita nos Estados Unidos, Khalid bin Salman, e Khashoggi, no qual o diplomata diz que o jornalista precisa ir até o consulado para recuperar os documentos, reforçando que era seguro fazer isso. Ainda de acordo com o Washington Post, não está claro se Khalid sabia que Khashoggi seria morto na Turquia. No entanto, uma porta-voz da embaixada saudita em Washington, Fatimah Baeshen, negou o conteúdo do telefonema entre os dois e afirmou que as conclusões da CIA são “falsas”.

O jornal norte-americano também informa que a CIA considera Mohammed como um “bom tecnocrata”, mas o classifica como “volátil”, arrogante e explosivo. No entanto, a agência ainda acredita que ele seguirá como herdeiro do trono do país e sobreviverá ao escândalo da morte de Khashoggi. Neste sábado (17), o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, afirmou que os responsáveis pela morte do jornalista saudita terão de prestar contas ao governo de Trump.

“Os Estados Unidos estão determinados a pedir que prestem contas todos aqueles que são responsáveis” pelo assassinato de Khashoggi, que vivia nos Estados Unidos e era colunista do Washington Post, disse Pence.

O vice-presidente ainda ressaltou que irá acompanhar os fatos do desdobramento da “atrocidade”, que é uma “afronta a uma imprensa livre e independente”. Ontem (16), os Estados Unidos anunciaram sanções contra 17 membros do governo da Arábia Saudita, acusados de estarem envolvidos no planejamento e execução da operação que levou ao assassinato de Khashoggi.

Fonte: Portal Terra
Política

Após provocar polêmicas durante a campanha, general Mourão vira peça-chave e pode ser o “gerente” do governo

Vice-presidente eleito, o general da reserva Hamilton Mourão deve ganhar novas atribuições no governo

VICE-PRESIDENTE ELEITO, O GENERAL DA RESERVA HAMILTON MOURÃO DEVE GANHAR NOVAS ATRIBUIÇÕES NO GOVERNO FOTO: ANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL / ESTADÃO CONTEÚDO

Depois de provocar divergências na campanha eleitoral por afirmações polêmicas, o vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, agora aparece como um dos aliados de mais confiança do presidente eleito, Jair Bolsonaro. Nas duas últimas semanas, Bolsonaro delegou ao seu vice missões em várias áreas – que vão da comunicação, passando pela economia e transporte.

Dois dias antes, em 7 de novembro, Mourão recebeu outra missão – conhecer a empresa de comunicação digital que atende o governo Michel Temer e cujo contrato está em vigor, podendo ser estendido até 2020. Mourão esteve na sede da agência de publicidade Isobar, uma das duas que cuidam das mídias sociais do emedebista para ver como era o funcionamento. “O foco é reforçar a comunicação digital, que é a mídia do Bolsonaro, que é a mídia do (Donald) Trump (presidente dos Estados Unidos)”, disse Mourão ao Estado, ressaltando que, na sua opinião, “aquele processo antigo de comunicação, via filmetes, propagandas tradicionais, que custam rios de dinheiro serão abandonados”.

Na terça-feira passada, Mourão foi designado para falar com o mercado, a convite do Bradesco BBI – que promove evento para investidores em Nova York, por meio de vídeo conferência. Sua afirmação de que Bolsonaro poderia privatizar a BR Distribuidora fez as ações da empresa subirem mais de 5%. Na quarta, compareceu à sede da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos, cuja diretoria queria apresentar à equipe de transição cinco temas prioritários para o avanço da mobilidade urbana nacional.

Frases polêmicas deram o tom da campanha do então candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, o general da reserva Antonio Hamilton Mourão (PRTB).

Em palestras, eventos e entrevistas, o militar chegou a chamar o 13.º salário de “jabuticaba”, falou que a Constituição “não precisa ser feita por eleitos pelo povo” e citou a possibilidade de “autogolpe” com apoio das Forças Armadas.

Esta última declaração foi repreendida pelo próprio Bolsonaro em entrevista ao Jornal Nacional. “Ele foi infeliz, deu uma canelada. Jamais autorizaria uma coisa nesse sentido”, disse Bolsonaro.

“Gerente” do Governo

A nova estrutura do Palácio do Planalto, que está sendo desenhada pela equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, prevê que a pasta da Casa Civil passe a ter uma outra atribuição e deixe de coordenar os ministérios do governo. Esse trabalho passaria a ser feito pelo vice-presidente eleito da República, general Hamilton Mourão. A ideia é liberar o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para a articulação política com o Congresso, já que a Secretaria de Governo – que desempenha esse papel atualmente – será extinta.

Na visão do núcleo mais próximo do presidente eleito, a articulação política e a abertura de um canal de ligação de Bolsonaro com os parlamentares vai demandar tempo e esforço em um cenário de votação de projetos considerados fundamentais pela nova gestão.

A estrutura do Planalto no governo Bolsonaro daria mais poderes ao general Mourão – que durante a campanha eleitoral deu declarações polêmicas e, por isso, chegou a ser desautorizado pelo então presidenciável do PSL – e pode acentuar as diferenças entre os grupos político e militar que cercam o presidente eleito.

Na avaliação de aliados, como o governo será comandado por um militar reformado do Exército, que pensa na hierarquia, a visão é de que todos os ministros têm o mesmo nível e não aceitariam cobrança de resultado de outro titular de “igual estatura”. Colocar Mourão à frente da coordenação da Esplanada seria uma forma de dar ao vice-presidente eleito ascendência sobre os demais titulares do primeiro escalão para cobrar resultados.

Se o novo desenho for aprovado, o Palácio do Planalto perde uma secretaria com status de ministério – a de Governo -, ficando com apenas três pastas: Casa Civil, com Lorenzoni; Gabinete de Segurança Institucional (GSI), com o general Augusto Heleno, e Secretaria-Geral da Presidência, que deverá ser ocupada pelo ex-presidente do PSL Gustavo Bebianno.

A Secretaria-Geral é uma espécie de “prefeitura do Planalto”, embora o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) – que tem como finalidade a celebração de contratos de parceria com a iniciativa privada e outras medidas de desestatização – esteja vinculado a ela.

Outro cargo importante no palácio é a chefia de gabinete do presidente da República, que ainda não tem nome definido. O titular deste posto será o responsável por controlar a agenda e quem tem ou não acesso a Bolsonaro. Bebianno chegou a desempenhar esse papel durante a campanha e inicialmente estava cotado para o cargo. Na última semana, no entanto, Lorenzoni anunciou Bebianno como “futuro ministro” da Secretaria-Geral da Presidência, o que até agora não foi confirmado por Bolsonaro.

Vice-presidência deve coordenar duas subchefias da Casa Civil

No novo desenho, juntamente com a coordenação dos ministérios, devem ser deslocadas para a Vice-Presidência duas subchefias da Casa Civil – a de análise e acompanhamento de políticas governamentais e a de articulação e monitoramento. Está sendo estudado também a possibilidade de projetos vinculados ao PPI e as ações Programas de Aceleração do Crescimento (PAC) serem transferidas para a Vice-Presidência.

No caso do PPI, considerado pelo novo governo como uma área de excelência, há projetos prontos para serem privatizados a curto prazo que poderão render ao menos R$ 100 bilhões. Embora com recursos minguados para 2019, o PAC deverá ter disponível cerca de R$ 17 bilhões para as obras previstas.

A Casa Civil, por sua vez, manteria sob sua responsabilidade a secretaria executiva, a subchefia de assuntos jurídicos – por onde passam todos os atos do governo para serem aprovados -, a Imprensa Nacional, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial além de comitês, comissões e conselhos, como o Desenvolvimento Econômico e Social – o chamado Conselhão, que o novo governo quer reformular totalmente.

A Casa Civil tem 190 cargos comissionados, os chamados DAS, à sua disposição. O Palácio do Planalto conta hoje, ao todo, com cerca de 3.500 funcionários.

Fonte: Portal Terra

Geral

Com Bolsonaro, SBT reforça tradição de agrados a políticos

NO ÚLTIMO DIA 10, BOLSONARO ENTROU AO VIVO NO TELETON E OUVIU ELOGIOS DO APRESENTADOR POR TER ESCOLHIDO SÉRGIO MORO PARA O MINISTÉRIO DA JUSTIÇA

A reedição feita pelo SBT de slogans da ditadura militar em alusão ao presidente eleito e ex-capitão do Exército Jair Bolsonaro (PSL) faz parte de um longo histórico de agrados feitos pelo apresentador, empresário e dono da emissora, Sílvio Santos, aos mandatários do país; tradição que teve início ainda na década de 1980 com o boletim dominical “Semana do Presidente”, que ia ao ar nos intervalos do programa do apresentador, e deve se estender ao longo do mandato de Bolsonaro.

“Silvio é assim, um diplomata”, diz em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o jornalista Gilberto Dionísio, que assinou diversos dos boletins entre os anos de 1981 e 1988, . O roteiro dos boletins, composto por material enviado de Brasília, era uma espécie de destaque das ações positivas do governo.

Dionísio relata, porém, que Silvio não interferia diretamente nos roteiros do boletim e nem que isso resultasse em contrapartidas publicitárias por parte do governo. “Era independente do governo, ele só queria fazer um agrado”, afirma. “Faço aquilo que posso para ajudar o país e respeito o presidente, qualquer que seja o regime”, disse Sílvio Santos em 1988, ao colunista Mauricio Stycer , para o livro “Topa Tudo por Dinheiro – As Muitas Faces do Empresário Silvio Santos”.

Apesar da emissora negar que pretenda reeditar os boletins a favor do governo, Bolsonaro vem sendo retratado positivamente nos programas da rede de televisão. No último dia 10, ele entrou ao vivo no Teleton e ouviu elogios do apresentador por ter escolhido Sérgio Moro para o Ministério da Justiça.

No dia 6, Ratinho defendeu Bolsonaro e criticou publicamente a Globonews, afiliada da Rede Globo e rival do SBT. No mesmo dia, o SBT levou ao ar a vinheta “Brasil, Ame-o ou Deixe-o” – um slogan da ditadura militar. A vinheta foi retirada de circulação poucas horas depois de ser lançada em função das críticas recebidas.