Últimas do FM

Educação

Presidente Bolsonaro reafirma no Twitter que pretende destinar R$ 2,5 bi da multa da Petrobras ao Ministério da Educação


Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro reafirmou no Twitter a intenção de destinar grande parte ou todo o valor da multa da Petrobras acordada com a Lava Jato ao Ministério da Educação, equivalente a R$ 2,5 bilhões. O dinheiro, que retorna ao Brasil, pode ser aplicado em áreas sem ligação à petrolífera.

Segundo ele, o presente serve para mostrar quão grave são as consequências de um governo socialista, populista e completamente corrupto. “Não há responsabilidade com o futuro do Brasil, mas apenas com seus propósitos ideológicos. A conta sempre chega e os efeitos são sentidos por anos”.

Para Bolsonaro, há somente dois caminhos para evitar contingenciamento de gastos: ou imprime dinheiro e gera inflação, ou comete-se crime de responsabilidade fiscal. “Quem finge não entender essa lógica age como um abutre, aguardando ansiosamente pelo mal do Brasil para no fim se alimentar dele”.

“Dilma cortou 10 bilhões da Educação e doou 50 bilhões para países amigos (algumas ditaduras). Quem participou dessa última manifestação e não tinha conhecimento disso eu lamento, mas foram usados como massa de manobra pelo bando do “Lula livre.”

“Temos trabalhado de modo a conter essas ações, necessárias pela herança dos rombos causados pelo desgoverno do PT, e manter, na medida do possível, a destinação dos recursos para áreas essenciais, mesmo com pouco dinheiro, mas existe uma realidade e não podemos extrapolá-la”.

Educação

Perplexo com declaração do ministro Weintraub, Rafael Motta apresentará emenda à LDO para impedir que verba da Educação seja passível de contingenciamento

A bancada federal potiguar e reitores de instituições de ensino federal do RN continuam perplexos com a declaração do ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante reunião na noite dessa segunda-feira, na tentativa de buscar propostas para um contingenciamento para o sistema educacional, haja vista as dificuldades de manutenção dos órgãos.

Contudo, Weintraub sugeriu que, caso a UFRN não possa mais pagar aos terceirizados para fazer os serviços de manutenção dos campus,os próprios estudantes passem a fazer a ‘capinação’ e a limpeza.

Diante da frustração na solicitação do desbloqueio dos recursos das instituições federais do estado, o deputado federal Rafael Motta considerou preocupante o desfecho da reunião. Weintraub afirmou que não há possibilidade de descontingenciar recursos, a menos que o governo recupere parte da verba desviada, através da Lava Jato, e será direcionada à pasta da Educação. “O ministro condicionou o descontingenciamento à aprovação da Reforma da Previdência, o que nos causa espanto, já que os impactos dessa mudança só serão sentidos a longo prazo. Dessa forma, corremos o risco de ver um colapso da educação potiguar”, alertou Rafael Motta.

Segundo o parlamentar, a UFRN só tem recursos para funcionar até setembro. A UFERSA e o IFRN não estão em situação diferente. Diante disso, ele afirmou que irá apresentar uma emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias para impedir que a verba da educação seja passível de contingenciamento, “já que se trata de uma área prioritária, do futuro da nossa sociedade. É um contrassenso que o governo subtraia recursos da área que é capaz de tirar o Brasil da crise. A educação não pode se transformar em uma moeda de troca para aprovação de medidas no Congresso Nacional”

Participaram da audiência os deputados Rafael, Benes Leocádio (PRB), Fábio Faria (PSD), General Girão (PSL) e Walter Alves (MDB), e os senadores Jean Paul Prates (PT), Styvenson Valentim (PODE) e Zenaide Maia (PROS).


Educação

Declaração do ministro Weintraub, ao sugerir que alunos das federais do RN substituam terceirizados, será investigada pelo MPF, diz procuradora

A procuradora da República Carolina Maciel informou ao Blog do Dina que considera medidas diante das declarações do ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Em reunião com reitores da UFRN, IFRN e Ufersa, com a bancada federal, nessa segunda-feira em Brasília, ele sugeriu que os funcionários terceirizados sejam substituídos pelos próprios alunos, que fariam limpeza e manutenção.

Maciel foi procurada pelo Blog do Dina em razão de ser autora de procedimento instaurado na semana passada para acompanhar se os cortes anunciados pelo ministro vão comprometer as instituições. Ela se mostrou surpresa com as declarações.

Em seguida, explicou que o caso pode se enquadrar no inquérito aberto, ou seja, que eventuais medidas no sentido do proposto pelo ministro serão objeto de apreciação do Ministério Público Federal para serem investigados.

O blog também procurou a reitora da UFRN, Ângela Paiva. Ela ainda está em Brasília e não comentará o assunto. Ainda não conseguimos contatar os reitores do IFRN e Ufersa.

Não é a primeira vez que o ministro causa polêmica em suas declarações sobre as universidades federais. No início do mês, ele criticou nas redes sociais, de forma generalizada, os reitores das universidades federais, ao falar de tolerância e pluralidade: “para quem conhece universidades federais, perguntar sobre tolerância ou pluralidade aos reitores ditos de esquerda faz tanto sentido quanto pedir sugestões sobre doces a diabéticos”.

Com informações do Blog do Dina

Política

PSDB, PDT, PT e Cidadania pretendem lançar movimento “Direitos Já, Fórum pela Democracia” em oposição a Jair Bolsonaro

NewsBA

Representantes de dez partidos, entre eles PSDB, PDT, PT e Cidadania, se reuniram na noite dessa segunda-feira, 20, em São Paulo, para organizar o lançamento do movimento “Direitos Já, Fórum pela Democracia”. O objetivo é formatar um grupo suprapartidário de oposição ao governo Jair Bolsonaro. A iniciativa acontece a poucos dias de manifestação pró-governo, marcada para o próximo domingo, e num momento em que a oposição organizada dos partidos de esquerda e de centro-esquerda ainda é tímida no Congresso.

O encontro foi organizado pelo escritor Fernando Guimarães, do PSDB, e pelo advogado Marco Aurélio Carvalho, do PT. O movimento começou como um grupo de WhatsApp que ultrapassou 200 integrantes de vários partidos. Segundo eles, a ideia agora é lançar um manifesto e organizar um ato no Tuca, o teatro mantido pela PUC em São Paulo. Ainda não existe uma data fechada para isso.

“A ideia é ver se a gente quebra o gelo e atua com uma plataforma comum”, disse o advogado Pedro Serrano, que cedeu seu apartamento para o encontro. Carvalho seguiu na mesma linha e defendeu a busca por uma “pauta comum”. “O que nos une é maior do que aquilo que nos divide”, disse ele.

‘Diretas-Já’

Entre os cerca de 40 convidados, estavam políticos como o ex-ministro Aloizio Mercadante, o ex-prefeito Fernando Haddad e o vereador Eduardo Suplicy, todos do PT; o ex-ministro da Justiça José Gregori, o ex-senador José Aníbal e o vereador tucano Daniel Anneberg, pelo PSDB; o candidato derrotado do PSOL à Presidência, Guilherme Boulos, o presidente do PV, José Pena; José Gustavo, porta voz da Rede; além de lideranças do PDT, Cidadania, PSOL e PCdoB e dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), UNE e do movimento negro.

Os participantes disseram que não foram representando seus partidos. Vários deles não têm cargo relevante de direção nas siglas. Mas se comprometeram a levar o que foi discutido para suas respectivas legendas.

“Uma mistura dessas só vi nas Diretas-Já”, disse Gregori, ao encontrar Suplicy no elevador. Os convidados que chegavam ao evento recebiam um broche onde se lia “Direitos Já”. Garrafas de vinho tinto e branco faziam companhia a sanduíches.

Os planos de união não evitaram, porém, algumas reações mais ásperas. Durante sua fala, o advogado Celso Antonio Bandeira de Mello afirmou que Bolsonaro foi eleito “devido à influência dos Estados Unidos” e que, neste sentido, era preciso ter consciência de quem está “do outro lado”. O tucano André Franco Montoro se irritou e interrompeu o advogado. “Não vamos começar com teoria da conspiração aqui. O governo foi legitimamente eleito. Se for assim, vou me levantar e vou embora”, criticou ele, que acabou permanecendo no encontro.

Tesoureiro nacional do PT, o deputado estadual Emídio de Souza disse estar disposto a abrir mão de bandeiras do partido, como as campanhas contra a reforma da Previdência e pela liberdade do ex-presidente Lula em nome da unidade. “A Educação pode ser um ponto que nos una mais. Se não nos unificar a Previdência e a campanha Lula Livre, vamos procurar o que nos une.”

Já o vereador Eliseu Gabriel (PSB) e o candidato derrotado do PDT ao governo de São Paulo, Marcelo Candido, deram o tom eleitoral ao falar em defesa de uma unidade para enfrentar o bolsonarismo nas eleições municipais do ano que vem. “Vamos fazer com que a eleição do ano que vem não nos distancie”, disse Candido.

Haddad

Derrotado na eleição à Presidência, Haddad defendeu que o grupo se organize em torno de uma agenda mínima de temas como educação, relações exteriores, geração de empregos e direitos humanos, e busque a adesão do centro e do “centro-direita liberal”. “Não vou assinar um texto pró-establishment. A gente não pode jogar o jogo dele (Bolsonaro). Não tem establishment contra anti-establishment. O que tem é progresso contra atraso.”

O líder do PCdoB na Câmara, Orlando Silva, usou a palavra “degelo” para classificar o encontro. “Temos de lutar contra o sectarismo na política brasileira.” Entre os próximos passos do movimento, está tentar atrair adesões em outras regiões, como dos governadores do Nordeste.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.